Patrick Arippol, o “colega” de Elon Musk, que busca unicórnios em SaaS

Com a Alexia Ventures, Patrick Arippol quer colher os frutos de uma longa e antiga aposta na área de Software as a Service. Nesta entrevista, ele relembra a época em que conheceu o fundador da Tesla e detalha a tese de seu fundo

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Quando era estudante na Universidade da Pensilvânia, nos anos 1990, Patrick Arippol frequentava as festas dos alunos estrangeiros. Lá, ele conheceu um sul-africano com quem teve algum contato socialmente. “Na minha memória, ele era um sul-africano boa gente e meio diferente”, relembra Arippol.

Anos depois, lendo uma biografia de Elon Musk, o fundador da fabricante de carros elétricos Tesla e da companhia de foguetes espaciais SpaceX, e agora o homem mais rico do mundo com uma fortuna de estimada de US$ 241 bilhões, Arippol ligou os pontos. “Cara, ele era o Elon Musk”.

Quando questionado sobre um empreendedor que admira, Arippol respondeu de bate-pronto. “O que mais me motiva e surpreende nos empreendedores é a determinação em transformar algo que não é óbvio. Isso exige muito energia e esforço”, disse ele, ao Café com Investidor, do NeoFeed. “O Elon Musk é um poster dessa mensagem.”

Quase três décadas depois, Arippol está tentando, como investidor, transformar algo que não é óbvio, com muita energia e esforço, com a Alexia Ventures, fundado por ele e por Wolff Klabin, da tradicional família Klabin, um fundo de venture capital focado em SaaS (Software as a Service), dados e inteligência artificial.

Foi uma longa jornada até a Alexia Ventures. Desde que saiu da faculdade, Arippol seguiu uma carreira que mesclou momentos de investidor com o de empreendedor (ele fundou a startup de saúde PlanetaVida/Salutia e a fintech Prosper Services, focada em remessas internacionais).

Mas foi em 2010, ao voltar do Vale do Silício, quando foi trabalhar na DGF Investimentos, que Arippol começou a se focar em uma área que poucos olhavam com atenção: a SaaS.

“Na época, os fundos diziam que o que dava para fazer no Brasil era um e-commerce, um marketplace até um B2C. A pergunta que eu recebia em relação a SaaS era para apontar uma super saída”, diz Arippol.

E concluiu: “A minha resposta era que ainda não tinham tanto casos, mas que estava desenhado para acontecer. E o nosso papel é desenhar o que vai acontecer.”

Uma de suas apostas que se mostraram certeiras foi a RD Station, empresa de marketing digital que foi comprada pela Totvs por R$ 1,8 bilhão neste ano – ele conta, no programa, os motivos que fizeram apostar na startup de Florianópolis.

Com a Alexia Ventures, Arippol quer colher os frutos dessa aposta longeva e encontrar os unicórnios da área de SaaS. Ele começou a captar seu novo fundo no auge da Covid-19, no segundo trimestre de 2020. O foco é conseguir US$ 100 milhões.

Até agora, Arippol e Klabin já levantaram US$ 80 milhões e fizeram 14 investimentos, como na Logcomex, uma plataforma de dados para comércio exterior, e a HeroSpark, uma edtech de Curitiba que dá ferramentas para educadores criarem seus cursos online e está presente em 21 países.

Nesta entrevista, que você assiste no vídeo acima, Arippol explica em detalhes a tese da Alexia Ventures, conta como ajuda os empreendedores em que investe e fala do tamanho do seu cheque. Ele discute também o mercado de SaaS e diz que há espaço para empresas brasileiras se tornarem líderes globais. Assista a mais um episódio do Café com Investidor.

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