A assembleia geral extraordinária (AGE) da Oncoclínicas, realizada na manhã de quinta-feira, 30 de abril, teve um desfecho inesperado - pelo menos para a Mak Capital.
O hedge fund, que havia condicionado a mudança do board grupo de tratamento oncológico para conceder uma linha de crédito entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, juntamente com a Lumina Capital, não obteve a maioria das cadeiras.
Um fator inesperado apareceu na AGE: o Lumen Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito, de Arnoldo Wald Filho e Alexandre Wald, conseguiu emplacar três novos conselheiros.
O Lumen detinha perto de 5% do capital social da Oncoclínicas, além de bônus de subscrição da empresa. O fundo é administrado pela Exa Capital, de Pedro Mesquita.
Marco Aurelio Freire Barreto, Antonio Claudio Correia Leite Buchaul e Paulo Roberto Belem Jr. são os três conselheiros eleitos indicados pela Lumen.
A Mak manteve os assentos de Raul Rosenthal de Matos e Ademar Vidal Neto e conseguiu eleger mais um nome, Matheus Bandeira.
Marcelo Curti, que já fazia parte do board, passou a ser o presidente do conselho de administração da Oncoclínicas.
O NeoFeed apurou que logo no início da votação, assim que ficou clara a divisão dos votos, Marcos Grodetzki, que era o nome indicado pela Mak para presidir o conselho, decidiu retirar a sua candidatura.
Internamente, o resultado foi um banho de água fria nos planos da Mak, que contava com a eleição da maioria dos conselheiros. Neste momento, a gestora está reunida para decidir os próximos passos - principalmente o perfil dos nomes eleitos.
A grande vencedora da AGE é a Latache. Mesmo sem indicar nenhum membro, a gestora de Renato Azevedo reforçou sua influência e sua liderança sobre o conselho.
Ao NeoFeed, o gestor disse nesta longa entrevista: “a posição da Latache continua a mesma: 100% de foco na OPA”.
A oferta pública de aquisição de ações pretendida pela Latache está relacionada à posição da Centaurus, que ultrapassou 15% de participação na Oncoclínicas. Pelo estatuto, ela estaria obrigada a lançar uma OPA.
Às 14h40, a ação ONCO3 subia perto de 10,5% com o valor de mercado da Oncoclínicas passando de R$ 1,9 bilhão.