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Insiders

A fintech que conquistou os jovens dos EUA

O aplicativo Robinhood está prestes a receber um aporte que o avalia em até US$ 8 bilhões. O motivo? Não cobra taxas, conta com 4 milhões de usuários e atraiu o millennials americanos

 

O personagem Robin Hood roubava dos ricos, para dar para os pobres. O aplicativo homônimo Robinhood deixa de lado as comissões de corretoras e bancos para que os usuários possam investir sem taxas.

Essa é a lógica do fintech mais popular entre os millennials para investir em ações nos Estados Unidos. Fundado em 2013 pelos empreendedores Vladimir Tenev e Baiju Bhatt, ele está perto de receber um novo aporte dos atuais investidores que o avalia entre US$ 7 bilhões e US$ 8 bilhões, segundo publicou o site The Information.

Desde o seu lançamento, o aplicativo que conta com aproximadamente 4 milhões de contas ativas já levantou US$ 539 milhões, segundo o CrunchBase, atraindo investidores de peso, como Sequoia, Iconiq e Capital G – o fundo de investimentos do Google.

Sem valor mínimo de portfólio e com funcionalidades básicas e intuitivas, inclusive para transações moedas virtuais, como o bitcoin, o app é bastante popular entre os “investidores de primeira viagem”, que se concentram na faixa etária de 18 e 35 anos – uma população considerada “desafiadora” para instituições financeiras tradicionais.

Embora não cobre pelas transações, o Robinhood ganha dinheiro com juros, empréstimos e ferramentas adicionais. Fazer uma transação por telefone com o auxílio “ao vivo” de um especialista, por exemplo, pode custar cerca de US$ 10. Desde o lançamento até 2018, o Robinhood movimentou US$ 150 bilhões de dólares em volume financeiro, de acordo com a CNBC.

Numa entrevista ao mesmo canal, Bhatt disse que “é interessante ver o ritmo de disrupção que empresas de tecnologia vêm causando no mercado financeiro.” E, sem modéstias, completa. “Acho que estamos liderando a corrida e estamos empolgados para acelerar o desenrolar das coisas”.

Um grupo fechado no Facebook criado exclusivamente para discutir transações feitas pelo Robinhood já tem quase 80 mil usuários – boa parte deles ativos. Quem administra o grupo é o jovem de 21 anos Allen Tran, que equilibra os estudos na Universidade de Missouri com as responsabilidades à frente da HaiKhuu, empresa que fundou para reunir pessoas interessadas no mercado financeiro.

Imerso neste universo desde muito novo, por incentivo do pai, foi aos 18 anos que Tran descobriu o app Robinhood por conta de um amigo. “Achei que seria uma boa ideia, porque não tinha muito dinheiro e o fato de eles não cobrarem comissão é bastante atraente”, diz Tran.

Aparentemente, este cenário é bastante comum entre os usuários. De acordo com Tran, 30% das pessoas que participam ativamente de seus fóruns e utilizam o app têm menos de US$ 100 em seus portfólios.

“Como a estética do aplicativo é atraente e ele é bastante user friendly, consigo entender que investir na bolsa esteja passando por um processo de gameficação”, afirma Tran. “E, no final das contas, acho legal pensar que esses garotos sem muito capital inicial podem, com alguma educação, lucrar um pouquinho às custas dos gigantes de Wall Street.”

Baiju Bhatt (à esq.) e Vladimir Tenev, fundadores do Robinhood

Ainda que tenha um portfólio um pouco mais parrudo do que a maioria dos usuários ali, Tran não se furta a comemorar cada uma de suas vitórias. A principal, lembra ele, foi em 2018, quando conseguiu lucrar, em poucas horas, U$ 10 mil em uma única transação da TOP Ship & Inc, uma empresa de navios ecologicamente corretos que transportam petróleo.

Ao usar o aplicativo para comprar ações, segundo estimativas de Tran, os usuários podem economizar até US$ 2 mil em comissão – um dinheiro que pode ser usado para outros investimentos.

Mas Tran reconhece que o Robinhood não é para usuários experientes ou investidores profissionais. “Os gráficos e as análises que eles oferecem no modo básico são insuficientes”, afirma Tran. “E, como agilidade é um fator decisivo nesse mercado, a coisa pode ficar arriscada: às vezes você precisa vender algumas ações em um minuto, e o app pode demorar mais do que o desejado para concluir a transação.”

Para iniciantes, porém, Tran recomendaria “de olhos fechados” o uso do aplicativo, cuja maior parcela de usuários ativos reside nos Estados Unidos. Tomando o grupo de Facebook como amostra, vemos que 80% dos usuários estão em solo americano e que as cidades mais populares são Nova York, Houston, Los Angeles e Chicago, nesta ordem.

Diferentemente do que muitos podem imaginar, porém, não é só a adrenalina das negociações e do sobe-e-desce da bolsa que impulsiona jovens a apostarem neste segmento.

Em um post recente publicado na página administrada por Tran, um usuário pergunta aos demais colegas porque utilizam o Robinhood e embora um ou outro tenham feito graça e declarado amor pelo dinheiro, muitos contaram histórias de superação e de como enxergam nas transações da bolsa uma possibilidade de conseguir uma vida melhor.

Entusiasmos à parte, o Robinhood também atrai muitas críticas. Há quem diga que o atendimento ao consumidor é falho e que a empresa cobra taxas acima da média em seus produtos premium. Outros alegam que ela não é exatamente transparente e que não mune seus usuários com as informações necessárias para “vencer” nesse jogo de negociações complexas, arriscadas e sutis.

Apesar das opiniões contrárias, o número de usuários, bem como o valor da Robinhood não param de crescer. No mercado financeiro, esse é o principal indicador para medir o sucesso do app.

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