E-commerce volta ao ar e Renner diz que não pagou resgate a hackers

Após ataque que derrubou site de comércio eletrônico, Renner informa, em fato relevante, que os “principais bancos de dados permanecem preservados” e que “todos os sistemas prioritários já estão operacionais”

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Lojas permaneceram abertas durante o ataque de hackers

A Lojas Renner informou que a operação de comércio eletrônico voltou ao ar, depois de um ataque de hackers que derrubou o site de vendas online da companhia em 19 de agosto, informação divulgada com exclusividade pelo NeoFeed.

Em fato relevante, divulgado nesta terça-feira, 24 de agosto, a companhia disse também que não manteve contato com os autores do ataque e também não negociou ou fez pagamento de resgaste aos hackers.

De acordo com a companhia, a operação de e-commerce foi restabelecida nos sites na manhã de 21 de agosto (sábado) e, nos aplicativos, um dia depois.

“Os principais bancos de dados permanecem preservados e, neste momento, todos os sistemas prioritários já estão operacionais”, informou a companhia. “As equipes permanecem mobilizadas de acordo com o plano de proteção e recuperação, com todos os seus protocolos de controle e segurança, e com um trabalho de apuração, documentação e investigação sobre o ocorrido.”

O ataque derrubou o site de e-commerce da Renner e, segundo uma fonte, deixou indisponível mais de 2,6 mil servidores. O ataque teria sido do tipo ransomware, em que os hackers tornam os sistemas disponíveis e pedem resgate para “libertá-los”.

A volta do site  de e-commerce da Renner aconteceu de forma rápida. Outros incidentes semelhantes demoram mais tempo para que as companhias possam restabelecer os sistemas. E isso só acontece com o pagamento do resgate pedido pelos hackers.

A JBS, por exemplo, teve os sistemas invadido nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, no fim de maio deste ano. Na época, a companhia afirmou ter pago US$ 11 milhões aos cibercriminosos para resolver a questão.

A americana Colonial Pipeline desembolsou, em maio deste ano, US$ 4,4 milhões, em bitcoins, como resgate após ter um de seus oleodutos paralisados em virtude de um ataque que afetou os seus sistemas.

Segundo a empresa russa de segurança digital Kaspersky, o número de ataques direcionados de ransomware em todo o mundo teve um salto de 767% em 2020.

Dados da empresa de segurança Fortinet apontam que o Brasil sofreu mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos somente no primeiro trimestre deste ano. O País lidera o ranking na América Latina, que registrou 7 bilhões de tentativas nesse intervalo.

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