EXCLUSIVO: Renner sofre ataque hacker

Um ataque digital derrubou os servidores da companhia e criptografou seus dados. A extensão é gigantesca e criminosos pedem resgate

0
529
Leia em 3 min

A Renner acaba de sofrer um ataque hacker de grandes dimensões. Um ataque de ransomware derrubou os sistemas da rede e os criminosos digitais estão pedindo um alto resgate para liberar.

Uma fonte falou ao NeoFeed que mais de 2,6 mil servidores caíram e o ataque criptografou todo o data center da companhia. O site está fora do ar. A Renner estaria tentando entender as dimensões do ataque.

Um profissional de cibersegurança relatou ao NeoFeed que o ataque teria sido feito pelo mesmo grupo que atacou a Embraer e o STJ. Eles teriam usado o RansomExx para invadir o sistema.

Em fato relevante, divulgado há pouco, a Renner confirmou o ataque hacker, informando que “sofreu um ataque cibernético criminoso em seu ambiente de tecnologia da informação, que resultou em indisponibilidade em parte de seus sistemas e operação”.

Ainda segundo o comunicado, a Renner “prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e minimizar eventuais impactos.” Diferentemente do que o NeoFeed havia publicado, as lojas continuam abertas.

A Renner informou ainda que atua para mitigar os efeitos causados e diz que a maior parte das operações já foram restabelecidas e o que banco de dados foi preservado.

Os ataques de ransomware, em que os hackers tornam os sistemas disponíveis e pedem resgate para “libertá-los”, estão cada vez mais frequentes no Brasil em mundo.

Segundo a empresa russa de segurança digital Kaspersky, o número de ataques direcionados de ransonware em todo o mundo teve um salto de 767% em 2020.

Dados da empresa de segurança Fortinet apontam que o Brasil sofreu mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos somente no primeiro trimestre desse ano. O País lidera o ranking na América Latina, que registrou 7 bilhões de tentativas nesse intervalo.

O ataque mais recente teve como vítima o grupo Fleury, de medicina diagnóstica, que ficou com parte de seus sistemas e serviços fora de operação a partir do último dia 22 de junho. O problema se estendeu por mais de uma semana.

Cada vez mais extensa, a lista inclui outros nomes locais e empresas listadas além do Fleury. Em abril, por exemplo, a vítima da vez foi a Westwing, plataforma online de casa, decoração e lifestyle, que abriu capital na B3 em fevereiro desse ano.

Também em fevereiro, outras duas tentativas de ataque dessa natureza envolveram a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Eletronuclear, empresa da Eletrobras que opera as usinas de Angra 1 e Angra 2.

Já no ano passado, a relação envolveu companhias como a Cosan, a Hapvida, e a Avon, empresa americana parte do grupo brasileiro Natura&Co.

Leia também