Esta startup precisou de 30 minutos para captar US$ 65 milhões com o Softbank

A americana Digits fornece uma plataforma para facilitar a pesquisa e extração de dados financeiros. Com o aporte liderado pelo Softbank, a companhia passa a valer US$ 565 milhões

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Wayne Chang e Jeff Seibert, cofundadores da Digits

Apresentações multimídia, discursos afiados e relatórios robustos são estratégias válidas dos empreendedores que querem conquistar a atenção dos investidores durante um pitch. Para uma fintech americana, no entanto, bastou uma conversa de 30 minutos pelo Zoom para atrair não apenas a atenção, mas também os milhões de dólares do Softbank.

Essa é a história da Digits, startup americana com sede em São Francisco que conseguiu convencer Masayoshi Son, o fundador do Softbank a liderar uma rodada no valor US$ 65 milhões para aportar a operação da fintech que utiliza técnicas de machine learning para fornecer infraestrutura que permite maior controle de contas comerciais.

“Nós conhecemos ‘Masa’ em uma conversa por Zoom e, em menos de 30 minutos, já tínhamos um investidor para liderar a rodada de Série C”, afirmou Wayne Chang, cofundador da Digits, ao site americano Business Insider.

Anunciada nesta quinta-feira, 24 de março, a rodada contou ainda com a participação da empresa britânica de capital risco 20VC, além da GV e da Benchmark, que já eram investidores da fintech. Com a nova captação, a companhia agora soma US$ 97,5 milhões em aportes e atinge valor de mercado de US$ 565 milhões.

O que atrai os investidores é uma plataforma desenvolvida pela companhia que permite pesquisar e extrair dados financeiros que orientam os negócios. As finanças são muito importantes e as empresas precisam ter a melhor qualidade de dados disponíveis para tomar decisões estratégicas”, disse Harry Stebbings, fundador da 20VC.

O que pode ter feito a diferença também foi a experiência de Chang e de Jeff Seibert, o outro cofundador do negócio, no mercado de tecnologia. A dupla já havia fundado a startup Crashlytics, proprietária de um software para coletar, analisar e organizar relatórios de falhas de aplicativos.

Em 2013, dois anos após ser fundada e ter levantado apenas US$ 6 milhões em aportes de investidores privados, a startup foi vendida para o Twitter em acordo estimado em mais de US$ 100 milhões. Anos depois, em 2017, o Google comprou a ferramenta do Twitter por valor não revelado.

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