Fleury pode entrar na disputa pela Alliar

Em fato relevante, a Fleury admitiu que iniciou estudos para avaliar uma possível compra da Alliar, rede de medicina diagnóstica que já estava na mira da Rede D’Or

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A rede de medicina diagnóstica Fleury

A briga para ver quem vai levar a Alliar está aquecida e pode ganhar mais um candidato. A rede de medicina diagnóstica, fundada pelos médicos Sérgio Tukif e Roberto Kallil Issa, agora está na mira da concorrente Fleury, uma das líderes do mercado.

A entrada da Fleury foi anunciada pela própria empresa, em um fato relevante, mas ainda não há uma oferta formal. Por enquanto, a companhia informou que tem feito estudos para avaliar uma possível aquisição.

“Em relação à Alliar, a administração da companhia iniciou estudos preliminares, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, visando avaliar uma potencial transação”, informou a empresa, no comunicado. “Mas, até este momento, não há qualquer definição quanto à apresentação de proposta, oferta ou acordo.”

A companhia diz ainda que tem avaliado, continuamente, oportunidades de aquisição de empresas ou de ativos “que possam contribuir para o atingimento de seus objetivos estratégicos”.

O movimento da Fleury ocorre duas semanas depois da rede de hospitais D’Or ter anunciado a intenção de comprar 100% das ações da Alliar, rede de medicina diagnóstica, em uma oferta de R$ 11,50 por ação. Sob esses termos, o negócio foi avaliado à época em até R$ 1,35 bilhão.

A intenção de compra da Rede D’Or, porém, encontrou uma barreira dias depois, uma vez que fundos ligados ao empresário Nelson Tanure compraram 26% das ações da Alliar. Ele, com isso, se tornou o maior acionista individual da companhia, segundo comunicado divulgado pelo empresário no último dia 19.

Ao longo da mesma semana, a Rede D’Or também adquiriu ações da Alliar, chegando a 3,13% de participação, com um investimento total de R$ 42 milhões.

O movimento de Tanure também mexeu com os sócios-fundadores, que se organizaram para formar um bloco de acionistas e garantir o controle da companhia.

Um dia depois do comunicado do empresário, os dois médicos e mais 48 acionistas firmaram um acordo, com validade de seis meses, para formar um bloco único que detenha 50,2% de participação da empresa.

O contrato, que ficou sob os cuidados do escritório de advocacia Pinheiro Neto, pode ser renovado automaticamente por mais seis meses, caso nenhum dos acionistas manifeste interesse em vender suas ações.

Avaliada em R$ 1,752 bilhão, a Alliar teve lucro líquido de R$ 11,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 96,8% em relação a igual período do ano passado. A receita, por sua vez, alcançou R$ 305,3 milhões, aumento de 102,4%.

Na sexta-feira, a ação da companhia fechou negociada a R$ 14,81, queda de 1,7%.

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