Jeff Bezos deixará o cargo de CEO da Amazon

Andy Jassy, presidente da AWS, empresa de computação em nuvem, assumirá a posição de Bezos no terceiro trimestre de 2021

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Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon

Em um anúncio que pegou o mundo de surpresa, a Amazon divulgou que Jeff Bezos deixará o cargo de CEO e irá para o conselho. Andy Jassy, presidente da Amazon Web Services (AWS), assumirá a posição. A troca de bastão acontecerá no terceiro trimestre de 2021.

Andy Jessy, de 53 anos, entrou na Amazon em 1997, ano em que a empresa abriu seu capital na bolsa americana. Desde 2003 ele ajudou a construir a divisão de computação em nuvem da Amazon.

A AWS foi pioneira em oferecer a terceiros parte da infraestrutura que a varejista construiu para apoiar suas operações. Hoje ela tem um faturamento de US$ 40 bilhões e 32% de participação de mercado, segundo a consultoria Calanys, muito à frente dos concorrentes, como o Azure, da Microsoft, e o Google Cloud, do Google.

A saída de Bezos do cargo de CEO representará o fim de uma era, já que ele era a personificação da empresa que fundou em 1996 como uma livraria online. Com US$ 188 bilhões, Bezos é dono da segunda maior fortuna pessoal do planeta, atrás apenas de Elon Musk. É também um dos mais influentes líderes do setor de tecnologia.

Mas, nos últimos anos, o executivo já havia se afastado de tarefas do dia-a-dia da companhia. Em um comunicado divulgado aos funcionários da empresa, Bezos disse que a Amazon vive o auge de sua inventividade e que este momento é ideal para fazer a transição.

Na nova posição no conselho, Bezos pretende se dedicar ao desenvolvimento de novos produtos e iniciativas, incluindo a filantropia, por meio de suas instituições Bezos Earth Fund e Day 1 Fund. Ele também pretende focar sua atenção no The Washington Post, jornal americano que comprou em 2013, e na Blue Origin, um das principais empresas da atual corrida espacial.

Em um ano difícil para muitas empresas, a gigante do e-commerce registrou um faturamento recorde. No último trimestre de 2020, a Amazon ultrapassou US$ 125,5 bilhões em faturamento pela primeira vez na história. Os dados do trimestre mostram o impacto do Prime Day, evento anual de descontos que foi transferido para outubro por conta da pandemia.

O faturamento anual em 2020 chegou a US$ 380 milhões. Cerca de 400 mil novos funcionários foram contratados para dar conta da demanda, levando o total a 1,1 milhão. A expectativa é que o crescimento prossiga em 2021. A empresa diz que espera arrecadar US$ 106 bilhões apenas no primeiro trimestre.

De acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado eMarketer, cerca de 40% de todas as compras online nos Estados Unidos acontecem na Amazon. Hoje, a companhia é avaliada em US$ 1,6 trilhão.

O desempenho da Amazon não foi um caso isolado. Enquanto a pandemia devastou outros setores da economia, as Big Tech, como são chamadas as grandes companhias de tecnologia, também tiveram faturamento recorde.

Microsoft, Facebook e Apple fecharam seus anos fiscais com os melhores quadrimestres já registrados. A Apple, com US$ 274,5 bilhões, estaria a caminho de atingir um valor de mercado de US$ 3 trilhões em 12 a 18 meses.

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