Lições de um co-CEO que há mais de 20 anos compartilha a liderança

Quem manda, quem decide e, na hora da discórdia, quem assina? Só posso dizer que nos quase 23 anos de Fbiz jamais tivemos uma situação cuja liderança única teria significado uma resolução melhor. Minha recomendação: co-CEOzisse!

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A cada dia vejo mais empresas exercendo liderança compartilhada. Especialmente entre agências de publicidade isso é muito comum. Muitos me perguntam como é co-liderar a Fbiz? Qual é a diferença entre ser CEO e co-CEO?

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que sou um cara de sorte há muitos anos, rodeado por sócios incríveis. Desde a nossa fundação sempre houve sinergia imensa entre nós. Houve momentos com alguma sobreposição de responsabilidades, mas o tempo e a experiência nos ensinou a tirar o melhor de cada um.

Não há bola dividida. Importante esclarecer qual é o campo de atuação de cada um. Eu sou responsável pelos clientes, mercado, negociações. O Fernand Alphen é responsável pela estratégia e criação. Marcello Hummel, meu sócio há mais de 20 anos, é o responsável pela operação, área financeira e RH.

Somos ágeis. As decisões são rápidas e há muita autonomia no processo. Claro que assuntos sensíveis e estratégicos são aprofundados, mas nada fica parado no dia a dia dependendo de uma única pessoa.

Somos íntimos. Falamos entre nós várias vezes por dia. Pode ser assunto profundo, leve ou passageiro. Papos curtos, segunda opinião, almoço longo, jantar mais relaxado, por telefone, WhatsApp… não importa o formato. Acima de tudo, há confiança plena, amizade e intimidade. Sem tabu, sem receio.

Somos atrevidos. Não há censura para ideia maluca. Ao contrário, um dá força para o outro. Do projeto levado ao cliente à investimento na agência, de quem contratamos e a quem nos associamos. Conservadorismo não faz parte da nossa vida.

Papo reto. Intimidade tem disso e adoramos discordar. Consenso é fraco, morno, sem graça. No limite, o responsável toma a decisão e, aí sim, há total apoio. O processo de escrutínio só fortalece o ponto final.

Companhia. Ouço muito falar da solidão da liderança. Não sei o que é isso. Nossa co-ceozisse oferece liberdade e autonomia para tomada de decisão, bem como escuta e reflexão sempre que necessário.

Ah, tá bom! Mas quem manda, quem decide, na hora da discórdia, quem assina? Já pensei assim. Imaginava a empresa como uma pirâmide hierárquica. Afinal, assim comecei minha carreira. Só posso dizer que nos quase 23 anos de Fbiz jamais tivemos uma situação cuja liderança única teria significado uma resolução melhor.

Viva a co-CEOzisse!

*Paulo Loeb é co-CEO da agência Fbiz

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