O dia em que o Facebook correu para o Twitter

Usuários reclamaram da falta do WhatsApp e do Instagram, pouco chiaram do “pau” no Facebook e as marcas aproveitaram para brincar com a situação. O mundo inteiro sentiu – e foram poucas horas

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A empresa de Mark Zuckerberg teve de se comunicar em poucos caracteres

A rede social de Mark Zuckerberg ficou “sem voz própria” no mundo inteiro. “Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos aplicativos e produtos. Estamos trabalhando para voltar ao normal o mais rápido possível e pedimos desculpas por qualquer inconveniente”, escreveu a companhia – que ironia! – na sua página no Twitter.

Aos funcionários da empresa, a salvação foi o Zoom, segundo noticiou o The Wall Street Journal. Até agora, as causas que levaram ao apagão das redes de Zuck não foram reveladas, mas um fato é notável: poucos reclamaram do Facebook, a rede social que deu origem ao império de Zuckerberg, estar fora do ar.

A gritaria se deu por conta do WhatsApp e do Instagram. O Facebook, como foi possível perceber, se tornou o patinho feio da companhia, que viu seus papéis caírem 5%. Somente Zuckerberg perdeu US$ 6 bilhões. A falta de aplicativos como o WhatsApp acabou reproduzindo um fenômeno já visto em outras ocasiões.

Pessoas que nunca tinham pensado em usar Telegram passaram a entrar na plataforma, aos montes. O Telegram, por sua vez, travou em alguns momentos. Telefonar, um ato tão corriqueiro para os mais velhos e quase jurássico para os mais jovens, virou uma tarefa hercúlea no dia de hoje.

As empresas de telefonia, ao que parece, não estavam preparadas para a avalanche de telefonemas que se sucedeu. Nos últimos anos, investiram pesado em infraestrutura para que os usuários pudessem gastar seu 4G, entre curtidas, likes, áudios e vídeos compartilhados à exaustão. Mas hoje reclamações pipocaram no mundo inteiro.

Nos EUA, as principais operadoras sofreram com lentidão. Por aqui, usuários das grandes companhias relataram os mesmos problemas. Órfãos dos serviços, tentaram se virar do jeito que dava, usando email e, quem diria, o bom e velho SMS, o antigo torpedinho.

As mais variadas marcas passaram a aproveitar o momento para pôr seus times de marketing em ação. O marketplace de moda Amaro enviou aos clientes: “Whats e Insta caíram? Calma que o nosso app está funcionando”.

A Elo7 seguiu na mesma linha. “Seu whatsapp tá fora? O app da Elo7 tá on e com descontos!”. O Rappi tripudiou. “Ao contrário de outros apps… Por aqui só o que cai são Créditos na sua conta!”.

Até a locadora de veículos Movida surfou na onda e mandou um SMS aos clientes. “As redes sociais estão OFF, mas a Movida está ON! Aproveite para assinar seu Movida Zero Km!”, escreveu a companhia.

Brincadeiras à parte, isso mostra como as redes sociais se tornaram onipresentes no cotidiano de bilhões de pessoas – ainda mais neste ambiente de pandemia. O mundo inteiro sentiu isso. Por poucas horas, mas foi o bastante.

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