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Negócios

“O e-commerce tomou um caminho errado no mundo”, diz João Appolinário

O dono da Polishop e membro do programa Shark Tank Brasil fala sobre os planos para a sua rede de varejo e revela tudo sobre os seus investimentos em startups e novos negócios

 

O empresário João Appolinário, fundador e CEO da Polishop, comanda uma operação com mais de 300 lojas, 3.500 funcionários e 140 horas diárias de exposição na TV. E tem uma das operações mais bem-sucedidas no varejo nacional quando o assunto é omnichannel. Aliás, é melhor não confundir omnichannel com multicanal na frente dele. Isso o deixa maluco. Nesta entrevista ao NeoFeed, ele fala sobre a operação da Polishop, o momento do varejo, o modelo Amazon e também sobre os seus investimentos em startups e novos negócios. Acompanhe:

Como analisa a situação do varejo brasileiro?
O varejo sempre está na ponta. Sente a piora e a melhora da economia antes de todos. Sentimos que as coisas estão melhorando, a confiança está voltando. O importante, em todos esses anos de crise, é buscar as oportunidades. Estou muito otimista com o resultado da Polishop para 2019. Antes nos preocupávamos em sobreviver, agora estamos preocupados com as margens.

Como aumentará as margens?
Estamos focados em desenvolver as nossas marcas próprias. No ano passado, investimos na marca de fitness Genis, na de alimentos Viva Smart Nutrition e na de beleza Be Emotion. Como tivemos força de criar categorias de produtos como o grill George Foreman, temos força para criar as nossas marcas próprias. Estamos nos preparando para fazer com que essas marcas aconteçam.

Essas marcas representam quanto do faturamento da Polishop?
Hoje, as três marcas representam entre 25% e 30% do nosso negócio. Mas até o fim do ano quero que a Genis, que hoje responde por 4% do faturamento, represente 20% das vendas. Estamos há dois anos nos preparando e desenvolvendo produtos para isso. Desenvolvemos e fabricamos equipamentos de ginástica como esteiras, bicicletas ergométricas, entre outros.

Você disse que os últimos anos foram difíceis. A Polishop teve de fechar lojas?
Fechar lojas não. Mas tivemos de reduzir o tamanho de algumas delas. Eu tinha lojas com 1,2 mil metros quadrados e reduzi para 600 metros quadrados. Renegociamos aluguéis com os shoppings e, no total, tivemos uma economia entre 10% e 15%. Mas não reduzimos o número de funcionários, precisamos de gente para explicar os produtos inovadores.

“O pessoal fala da Amazon, mas como ela foi se rentabilizar? Comprando e vendendo? Não. Foi no marketplace, no fullfilment, no armazenamento…”

O que acha desse modelo de autoatendimento como o da AmazonGo?
Se você não tem ninguém para te atender e demonstrar o produto, você compra na internet, compra da sua casa. As empresas que estão apostando no autoatendimento estão tendo problemas.

A Polishop está presente em todos os canais de venda. Loja, televisão, internet, telefone, porta em porta, mobile, marketplace… Qual é o canal mais eficiente?
Loja física é a mais eficiente. Representa 60% das vendas. O restante é pulverizado entre os outros canais. Agora está na moda o omnichannel, eu nasci ominichannel. Outro dia fui assistir a uma palestra de um grande especialista em omnichannel. Perguntei para ele qual era a diferença entre ominichannel e multicanal. Ele ficou meia hora para explicar uma coisa que explico em três palavras. Sabe por quê? Porque a teoria é diferente da prática. Tudo o que você tem de explicar com mais de meia dúzia de palavras fica complicado. Gosto de coisas simples e sou pragmático. Vou direto ao ponto, é isso.

E qual é a diferença entre omnichannel e multicanal?
A diferença é uma só. No omnichannel, todos os canais são equalizados. As mesmas ofertas, o mesmo preço, o mesmo produto, o mesmo tudo. No multicanal, não. E um monte de varejista sofreu com isso. O Walmart acabou com o seu ecommerce separado da loja física. Ninguém consegue fazer isso no mundo inteiro.

Por quê?
O e-commerce tomou um caminho errado no mundo, o caminho do desconto, da destruição de valor. O e-commerce é comodidade, é praticidade, esse é o serviço para ele te prestar. Só isso. Eu conheci uma loja da Polishop, vi os produtos, cheguei na minha casa e comprei os produtos pelo e-commerce. Não porque é mais barato, mas porque é mais prático. Ou comprei pela revista, pelo telefone, ou pelo aplicativo. Não importa, é o mesmo produto, o mesmo preço. O pessoal fala da Amazon, mas como ela foi se rentabilizar? Comprando e vendendo? Não. Foi no marketplace, no fullfilment, no armazenamento…

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