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Para o bilionário Sam Zell, nova temporada de investimentos está para começar

Com o mercado ainda sob os efeitos da Covid-19, o investidor americano, conhecido por identificar, comprar e recuperar ativos em dificuldade, enxerga uma janela de oportunidades “significativas” já entre o quarto trimestre deste ano e os primeiros meses de 2021

 

O bilionário e investidor Sam Zell

À frente do Equity Group Investments, o americano Sam Zell tornou-se um dos principais nomes do mercado de investimentos, em especial, no setor imobiliário. Nessa trajetória, a habilidade para identificar, comprar e recuperar ativos em dificuldade foi uma das chaves para que ele acumulasse um patrimônio de US$ 4,7 bilhões.

Aos 79 anos e ainda na ativa, o bilionário voltou a exercitar parte desse dom nesta quarta-feira, 26 de agosto. Em entrevista ao canal americano CNBC, ele falou sobre a Covid-19 e ressaltou que, com a retomada gradual das atividades, haverá oportunidades significativas para os investimentos já entre o último trimestre deste ano e os primeiros três meses de 2021.

“Estamos, com certeza ativos, embora seja realmente muito cedo para o que eu chamaria de processo normal de compensação”, afirmou Zell. “E esse processo geralmente leva a oportunidades.”

Se o bilionário americano já começa a enxergar um contexto menos turvo e mais propício para os investimentos, essa mesma perspectiva não se aplica a um dos setores pelo qual Zell sempre mostrou interesse: o varejo físico. Ao menos, não no curto prazo, já que ele considera que o segmento ainda não chegou “ao fundo do poço.”

“A pandemia acelerou o volume do varejo online e não acho que isso vá mudar”, observou o investidor. “Isso vai exigir que os futuros imóveis de varejo sejam muito diferentes do que têm sido até agora”, afirmou, acrescentando, porém, que havia um excesso de oferta de espaço no varejo físico. E que a pandemia está contribuindo para reorganizar esse contexto.

Ao mesmo tempo, Zell bateu na tecla de que os CEOs têm um papel importante a desempenhar para evitar um declínio econômico substancial nas cidades americanas.

“Isso vai exigir que os executivos à frente de todas as empresas voltem aos seus escritórios, liderem as pessoas e criem a oportunidade”, afirmou. “Esconder-se em Hamptons, em Vermont ou em qualquer outro lugar não faz sentido e é contraproducente.”

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