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Negócios

PayPal entra na guerra das maquininhas e do crédito no Brasil

Companhia confirma que vai trazer serviço Working Capital ao País e, após aprovação da compra da iZettle, é questão de tempo para brigar com gigantes do setor de adquirência

 

Paula Paschoal, CEO da PayPal no Brasil

Nova York – O Paypal, que muitos consideram a primeira fintech do mundo, vai reforçar sua atuação no mercado brasileiro. A empresa confirmou que vai entrar no mercado de crédito e na guerra das maquinhas no Brasil.

“Estamos nos preparando para lançar o Working Capital num curto espaço de tempo com um parceiro local e temos grandes expectativas em relação a ele”, disse Paula Paschoal, CEO do PayPal Brasil, ao NeoFeed.

A executiva disse que a ferramenta vai replicar no mercado brasileiro o mesmo modelo de negócios em vigor em solo americano, adaptando apenas as taxas e as cifras. Além dos Estados Unidos, o Working Capital já está disponível também na Austrália, Alemanha e México.

Pelas regras atuais no mercado americano, podem se qualificar aos empréstimos vendedores que tenham conta premium há pelo menos três meses e movimentem, no mínimo, US$ 15 mil por ano usando a plataforma.

O PayPal concede empréstimos com valores de até 30% da média de faturamento dos últimos 12 meses, com um teto de US$ 97 mil na primeira solicitação e US$ 125 mil nas subsequentes.

Para receber o dinheiro, a empresa paga uma taxa fixa, estabelecida de acordo com o perfil e o histórico de cada um junto ao PayPal. As parcelas, por sua vez, são porcentagens aplicadas sobre o rendimento do negócio, acompanhando os altos e baixos da vida de um empreendedor.

É possível, por exemplo, optar por pagar 10%, 20% ou 30% da receita semanal, e como o pagamento das compras online é processado pelo próprio PayPal, esse valor é retido automaticamente direto da fonte.

No começo deste ano, o PayPal Working Capital já havia concedido mais de 650 mil empréstimos a mais de 225 mil negócios, movimentando mais de US$ 10 bilhões com o serviço.

Paschoal não revelou o nome do parceiro local do Working Capital e não informou também a data do lançamento do serviço, acrescentando que será este ano.

Maquininhas

O PayPal vai entrar também na guerra das maquininhas. Em maio do ano passado, a companhia desembolsou US$ 2,2 bilhões e comprou a companhia sueca de meios de pagamentos iZettle, dona de maquininhas de cartão. Foi a maior aquisição da história empresa americana, fundada em 1998.

A aprovação do negócio pelas autoridades antitruste europeias, no entanto, só aconteceu em junho deste ano. “É muito prematuro, portanto, eu falar como vai ser nossa estratégia local para esse produto, mas como ele faz parte do grupo, posso dizer que estamos, automaticamente, na guerra das maquininhas”, afirma Paschoal.

A iZettle tem atuação em 12 países, incluindo o Brasil. A empresa, antes de ser adquirida pela PayPal, era considerada a Square da Europa, em uma referência à empresa americana fundada por Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter, que atua no mercado de meio de pagamento e é muito popular nos Estados Unidos.

Com a iZettle, o PayPal entra no disputado mercado das maquinhas, que vive uma batalha sangrenta. De um lado, há gigantes estabelecidos, como Cielo, do Bradesco e Banco do Brasil, Rede, do Banco Itaú, e GetNet, do Santander.

De outro, novas empresas que estão ganhando um lugar ao sol, como o PagSeguro, do UOL, e a Stone, que acaba de anunciar uma parceria com o grupo Globo, e o Mercado Pago, do Mercado Livre.

Ainda que reconheça que essa guerra possa ser “sangrenta”, a CEO do PayPal Brasil admite que o consumidor final deve ser beneficiado, pois um ambiente com uma concorrência tão acirrada obriga que os produtos e as condições sejam melhores.

O alvo do PayPal, neste e em outros produtos, é a população desbancarizada, estimada em 65 milhões de pessoas no mercado brasileiro. Hoje, a empresa conta com 4 milhões de usuários de sua carteira virtual no Brasil. No mundo, são 280 milhões.

“O Brasil tem um potencial enorme, não só pelo tamanho da população, mas até pelo momento que o Banco Central vive, bastante pró-inovação”, afirma Paschoal.

Uma pesquisa divulgada pela consultoria americana IDC, encomendada pelo PayPal, mostrou que 61% dos brasileiros das classes A, B e C usam carteiras digitais. Elas estão ganhando espaço por conta do crescimento de uso de smartphones com contas pós-pagas e do surgimento de diversas fintechs que oferecem este tipo de serviço.

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