Positivo Tecnologia busca a sua “Vaio dos celulares”

Em entrevista ao Conexão CEO, Hélio Rotenberg, CEO da Positivo, conta por que a empresa vai investir em uma terceira marca, de perfil mais premium, em celulares. E fala sobre a revitalização da categoria de computadores e da estratégia de diversificação da companhia

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Não são poucos os indicadores que traduzem o bom momento vivido pela Positivo Tecnologia. A começar pelo seu desempenho no mercado de capitais. Desde março deste ano, as ações da fabricante brasileira, avaliada em R$ 2,1 bilhões, acumulam uma valorização de 249%.

O disparo na cotação encontra justificativas nos volumes de vendas de notebooks e tablets, que avançaram 104,2% e 1.026,8%, respectivamente, no primeiro trimestre. E no desempenho das chamadas avenidas de crescimento da companhia – áreas como casa inteligente, tecnologia educacional e urnas eletrônicas – que, somadas, alcançaram uma fatia de 19% do faturamento.

Uma linha de negócio, porém, destoou dos bons resultados no período: a de celulares, cujos volumes recuaram 25,6%. Um contraste, inclusive, com os números da categoria, que registrou um crescimento de 3% no País, segundo a consultoria IDC.

“Estamos um pouco mais demorados na execução dessa estratégia”, reconhece Hélio Rotenberg, CEO da Positivo Tecnologia, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima). “Mas vamos trazer novidades ao longo do ano, com mais uma marca entrando.”

Atualmente, a Positivo atua na categoria com a marca Positivo, para os celulares básicos, os chamados feature phones, sem acesso à internet, e smartphones com preço de entrada. Já a marca Quantum reúne os modelos de smartphones no segmento intermediário.

“Vamos muito bem nos feature phones até os smartphones baratos”, afirma Rotenberg. “Mas queremos uma estratégia semelhante a que temos em computadores. Precisamos da nossa Vaio nos celulares”, acrescentou, em uma referência à marca premium usada pela empresa em notebooks, a partir de um acordo para explorar a marca no País.

Desde 2015, a Positivo produz e comercializa os computadores da Vaio, de perfil mais premium, no mercado brasileiro. Na época do acordo para o licenciamento, a marca pertencia à japonesa Sony, mas hoje, globalmente, a Vaio opera de forma independente.

No programa, Rotenberg fala ainda de temas como os problemas na cadeia global de abastecimento de componentes, da revitalização dos computadores, da estratégia de diversificação da empresa e sobre pandemia, isolamento e vacinação.

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