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Venmo versus Zelle: a disputa dos aplicativos de pagamentos nos EUA

O Zelle, ligado aos bancos tradicionais, está começando a avançar sobre a Venmo, que pertence ao Paypal

 

Califórnia – Os aplicativos de pagamentos, que fazem transferência de recursos financeiros diretamente entre pessoas, chamados de P2P (person-to-person), foram um campo aberto para o surgimento de empresas inovadoras.

Uma delas ganhou terreno e a preferência dos jovens consumidores americanos por usar uma linguagem parecida com a das redes sociais e por permitir transações apenas com o uso do nome do usuário. Trate-se da Venmo, comprada pelo Paypal, em 2013.

Mas os bancos tradicionais, ao que tudo indica, começaram a reagir. Em 2017, eles criaram o aplicativo Zelle, operado pela Early Warning Services, uma empresa privada controlada pelo Bank of America, BB&T, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, US Bank, Citibank e Wells Fargo.

A Zelle tem como principal vantagem o fato de ser incorporado aos aplicativos dos bancos parceiros e das 179 instituições financeiras já cadastradas no sistema. É praticamente uma ferramenta nativa. No segundo semestre deste ano, a expectativa é que outras 500 instituições adotem a ferramenta.

No segundo trimestre deste ano, o Zelle movimentou US$ 44 bilhões em 171 milhões de transações, quase o dobro do Venmo, que movimentou US$ 24 milhões. Por outro lado, o Venmo conta com 40 milhões de usuários, contra 30 milhões do Zelle.

Outro dado que mostra avanço do Zelle é o volume de transações, que cresceu 71% em um ano. O valor médio, no entanto, tem caído: passou de US$ 281 para US$ 257. O que pode parecer algo preocupante para uns, é um ótimo indicativo para o Zelle.

O fato de enviar e receber quantias menores de dinheiro significa que a ferramenta está sendo incorporada de maneira mais orgânica na vida do usuário e não apenas para casos pontuais, como o pagamento de aluguel ou outras contas mais robustas. Para essas pequenas transações, a Venmo sempre foi a preferência dos americanos.

Tela do aplicativo Venmo

O aumento da popularidade da ferramenta dos grandes bancos tem sido registrada em todas as faixas etárias. No caso do Bank of America, 68% dos clientes millennials (nascidos entre 1981 e 1996) ou geração Z (1997 – 2010) já adotaram a ferramenta. O mesmo vale para 20% da geração X (meados de 1960 a 1981) e 12% dos baby boomers (de 1946 ao começo da década de 1960).

“Consumidores acima de 45 anos estão superando o ceticismo do P2P e estão começando a testar pagamentos digitais como parte de seu processo de adaptação no universo do internet banking”, disse ao NeoFeed Ravi Loganathan, diretor de dados da Early Warning.

Outro ponto que pesa a favor do Zelle é que ele continua sendo integralmente gratuito. Recentemente, o PayPal atualizou seu modelo de negócio junto a Venmo e cobra 1% de taxa, caso o usuário queira receber o dinheiro instantaneamente. Se preferir esperar os dois ou três dias úteis para isso, o serviço continua sendo isento de tarifas.

O Zelle, por sua vez, faz toda as transações de forma gratuita – mas ninguém sabe se isso vai mudar em breve.

De acordo com o World Payment Report, divulgado em 2018, o mercado de pagamento P2P era avaliado em US$ 445 bilhões, mas o valor deve subir ano a ano, acompanhando o aumento do número de players e de usuários.

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