XP Inc. compra participação na Suno e aumenta seu poder de fogo

A empresa de Guilherme Benchimol acaba de adquirir uma participação no Grupo Suno e aumenta a sua distribuição e complementa seu ecossistema para atrair cada vez mais investidores. Saiba os detalhes do negócio

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Aos poucos, o grupo XP Inc. está fechando todas as pontas com o intuito de criar um dos maiores ecossistemas de informações financeiras do Brasil. E, com isso, trazer cada vez mais clientes para a sua base. Primeiro, a empresa se associou a Luciana Seabra na criação da casa de análises de fundos Spiti, depois entrou na Ohmresearch e, em seguida comprou uma participação na casa de análise Levante. Agora, anuncia mais um grande negócio.

A XP Inc. está comprando uma participação minoritária, porém relevante, no Grupo Suno, que engloba a Suno Research, a Suno Asset e outras plataformas de notícias na internet. A transação, cujo valor não foi revelado, envolve a compra de participação de investidores minoritários que faziam parte da Suno, injeção de capital na companhia e a entrada de executivos da Suno como sócios em um sistema de partnership.

“O Grupo Suno é um ecossistema que transcende a casa de análise”, diz Karel Luketic, sócio e diretor executivo da XP Inc., ao NeoFeed. “Além dos 100 mil assinantes da casa de análise, eles têm todo um ecossistema de informações financeiras.” A Asset, fundada em março do ano passado, por exemplo, já conta com mais de R$ 800 milhões sob gestão. A ideia é plugar todos os produtos da Suno nas várias plataformas da XP.

O empresário Tiago Reis, que fundou a Suno em 2016 e também é um importante influenciador nas redes sociais, afirma que o que pesou na escolha da XP foi a sua ampla rede de distribuição. “Já fomos procurados por outras instituições, dinheiro não falta no mercado, mas a XP tem a melhor distribuição”, diz Reis ao NeoFeed.

No negócio da casa de análise, os produtos da Suno poderão ser ofertados aos mais de 700 escritórios de agentes autônomos e aos mais de 3,3 milhões de clientes da XP. Os sites da Suno como o Fiis.com.br, por exemplo, podem ser plugados no site Infomoney e na plataforma IM+. E os produtos da asset, um fundo imobiliário, outro de crédito e um de ações, serão distribuídos pelas corretoras do grupo.

Da esq. à dir., Gulherme Benchimol, fundador e presidente do conselho da XP Inc.; Tiago Reis, da Suno,, e Thiago Maffra, CEO da XP Inc.

O negócio envolvendo plataformas e casas de análise têm sido cada vez mais comuns. O ModalMais comprou a Eleven e o BTG comprou o grupo Universa, que engloba a Empiricus, a Vitreo e os sites MoneyTimes e SeuDinheiro. Isso levanta, obviamente, uma indagação. Até onde vai a independência e o conflito de interesses envolvidos nesses negócios no momento da recomendação de investimentos?

Perguntado pelo NeoFeed sobre isso, Reis, que vai se manter à frente do Grupo Suno, diz que a condição para o negócio ser fechado era a independência total, sem interferência da XP nas análises. “Só começamos a conversa porque tivemos essa garantia”, diz ele. Mas, como acontece com todas as casas de análise e gestoras, é no dia a dia que isso terá de se provar.

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