Os preços do petróleo e do gás dispararam e as bolsas globais estão em queda à medida que o conflito do Oriente Médio escala e ameaça a economia global.
Na primeira sessão de negociação desde que os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã no sábado, 28 de fevereiro, o petróleo Brent, referência internacional, subiu até 13% no início do pregão. Depois, recuou para uma alta de 8%.
A alta reflete não só as tensões na região, como o ataque por drones a uma das maiores refinarias de petróleo da Arábia Saudita, forçando sua paralisação.
Analistas alertaram que o conflito crescente pode agora se espalhar para a infraestrutura energética em todo o Golfo, potencialmente causando uma alta prolongada nos preços do petróleo.
Petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito continuavam aguardando na entrada do Estreito de Ormuz, a estreita passagem na entrada do Golfo por onde flui um quinto do petróleo e gás do mundo.
A navegação pelo Estreito diminuiu drasticamente, chegando a parar completamente, depois que as seguradoras começaram a cancelar a cobertura, o que fez vários navios recuaram.
Há também preocupações com uma possível interrupção nas exportações de gás natural liquefeito (GNL) do Catar, o que fez com que os preços do gás na Europa subissem 24%.
O ouro subiu e as bolsas globais caíram. O Stoxx Europe 600, índice de referência da Europa, está recuando 1,3%, liderado por quedas nas companhias aéreas e no setor hoteleiro.
Os contratos futuros do S&P 500 indicavam que o índice cairia 1% na abertura de Wall Street. As ações que acompanham o índice Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caíram 1,4%.
O ouro subiu 2,2%, para US$ 5.390 a onça troy, com investidores buscando ativos de refúgio, enquanto o dólar valorizou-se 0,7% em relação a uma cesta de outras moedas importantes.
As bolsas de valores asiáticas recuaram nesta segunda-feira, 2 de março, com o índice Topix do Japão e o Hang Seng de Hong Kong caindo 1,5% e 1,4%, respectivamente.