O Citi Brasil anunciou nesta terça-feira, 3 de março, que André Cury, atual head do commercial banking para o Brasil e América Latina, sucederá Marcelo Marangon como presidente da operação brasileira.

Segundo o banco, o processo de sucessão será iniciado “em breve”. Marangon vai deixar o comando da franquia brasileira para assumir o cargo de co-head global de corporate banking do Citi. A indicação ainda está sujeita a aprovações regulatórias.

"Estou extremamente honrado por assumir a presidência do Citi Brasil e motivado pelo novo desafio. O mercado brasileiro é sofisticado e competitivo, e o Citi tem apresentado resultados sólidos e consistentes”, disse Cury, em nota. “Meu compromisso é dar continuidade ao ciclo de expansão traçado até aqui, aprofundando o relacionamento com nossos clientes por meio da plataforma global e da forte presença local.”

Responsável pela área de commercial banking do Citi para o Brasil e América Latina desde 2023, Cury também é membro do comitê executivo do Citi no Brasil, do comitê operacional na América Latina e do comitê executivo do Citi Commercial Bank.

Cury teve uma primeira passagem pelo Citi entre 2006 e 2009, ocupando várias posições em corporate banking. Antes disso, trabalhou por sete anos no BankBoston, onde iniciou sua carreira. De 2009 a 2013, passou pelo HSBC e pelo Itaú BBA.

Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em Finanças e Economia, Cury retornou ao Citi em 2013 como industry head. Foi nomeado co-head de corporate banking em setembro de 2017 e, em janeiro de 2021, head do commercial banking no Brasil.

O executivo assumirá o comando após a franquia brasileira fechar 2025 com lucro recorde, apoiado nos chamados negócios recorrentes, como gestão de liquidez, câmbio, custódia, derivativos, capital de giro e financiamento ao comércio exterior.

O Citi Brasil fechou o ano passado com lucro de R$ 2,9 bilhões, aumento de 28% em relação a 2024. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu de 18% para 22%.

Cury terá o desafio de manter esse ritmo e avançar nas frentes “esporádicas”, ganhando espaço nas operações de mercado de capitais. O ano começou bem para o Citi, que liderou o IPO do PicPay e integrou o sindicato que coordenou a operação do Agibank.

Ele também terá de lidar com um cenário ainda complexo para crédito, que levou o banco a adotar postura conservadora nas concessões no ano passado.

A carteira de crédito encerrou o ano anterior praticamente estável, em R$ 53 bilhões. O índice de atraso acima de 90 dias também permaneceu estável, em 0,8% da carteira.