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Startup faz “IPO” de carros a vinhos raros (e acaba de captar US$ 17 milhões)

O Rally Rd funciona como uma “bolsa de valores” de objetos colecionáveis, como carros, gibis e vinhos raros. E acaba de levantar US$ 17 milhões de fundos como Porsche Ventures e do empresário Alexis Ohanian, cofundador do Reddit

 

Aston Martin V8 Vantage, de 1982, é um dos itens negociados no Rally Rd. (Foto: Katrine Moite)

Enquanto muita gente vai ao museu para rever o passado, três empreendedores enxergaram ali o futuro. Christopher Bruno, Rob Petrozzo e Maximilian Niederste-Ostholt são nomes por trás do aplicativo Rally Rd., uma espécie de “bolsa de valores” para objetos colecionáveis.

Lançado em 2017, o app que é o “match” perfeito entre Robinhood, Wall Street e MoMa e acaba de levantar US$ 17 milhões em uma rodada série B. O aporte contou com a participação de fundos como Porsche Ventures, Raptor Group, Global Brain e do empresário Alexis Ohanian, cofundador do Reddit, uma rede social que agrega notícias.

Com o novo investimento, a startup já soma US$ 27 milhões captados desde a sua fundação. “Sempre tive como sonho trabalhar com a Porsche Ventures e agora eu tenho o privilégio de dizer que conquistei isso”, disse Christopher Bruno, ao NeoFeed.

O aporte vai permitir à empresa investir mais em tecnologia e na expansão dos itens e categorias colecionáveis. Por enquanto, os usuários podem investir em carros, artigos esportivos, relógios, gibis e em bebidas alcoólicas, como vinhos e whisky. Todos os bens listados ali têm de ser originais, raros e estar em perfeito estado – basicamente os mesmos requisitos para participar de um leilão convencional.

A diferença é que o Rally Rd. não quer que um usuário arremate tudo sozinho. A proposta do aplicativo é mais democrática: cada raridade ali funciona como uma “empresa” que, ao ser listada no app, faz seu “IPO”.

Da mesma forma como funciona na Nasdaq ou a Bolsa de Nova Yorkk (Nyse), os investidores compram as ações – na prática, uma fatia daquele item – e acompanham o sobe-e-desce do valor do ativo.  E são recompensados caso algum milionário ou instituição opte por comprar um produto em sua totalidade. Da mesma forma, se o valor do item crescer, a fatia do “acionista” acompanhará essa valorização.

Não é preciso pagar nada para participar do Rally Rd., que também não cobra comissão. A empresa ganha dinheiro na operação, uma vez que administra todos os ativos. “Nós gerenciamos todos os bens, que são armazenados e segurados por nossa conta”, afirma Bruno. Esse sistema, segundo o executivo, torna o investimento em itens colecionáveis mais seguro e transparente.

A rede da Rally Rd. já soma 200 mil usuários e as transações cresceram 195% nos últimos 12 meses. O retorno médio dos investidores no último ano foi de 32% e os produtos esportivos, como o tênis Adidas usado pelo jogador de basquete Zion Lateef Williamson, que atua pelo New Orleans Pelicans, são os mais populares. 

Esse tênis, ou melhor, essa “microempresa” é “avaliada” é em US$ 22,5 mil e seus papéis são negociados a US$ 45. Em seu “IPO”, as 500 ações foram negociadas a US$ 30 cada. 

A Rally já soma 200 mil usuários e as transações na plataforma cresceram 195% nos últimos doze meses

Outro item que também está em alta é o Porsche 356 Speedster, de 1955, avaliado em US$ 500 mil. Os papéis hoje valem US$ 250, mas começaram a ser negociados em US$ 212. Foram colocadas 2 mil ações desta “empresa”.

De acordo com a Rally Rd. até agora, foram feitos 120 “IPOs” na plataforma, que detém US$ 15 milhões em ativos. As ações mais baratas começam em US$ 1 e não há teto para as operações.

A fim de garantir o ritmo de crescimento, a companhia vai mexer em sua liderança. George Leimer, que tem passagens pela Disney/ESPN, eBay e Apple, vai assumir o cargo de CEO. Christopher Bruno, que antes exercia essa função, passa a ser o presidente da empresa.

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