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Um ex-Softbank trilha o seu próprio caminho no mundo de venture capital

Em entrevista ao Café com Investidor, André Maciel conta por que deixou o Softbank para montar a Volpe Capital, sua gestora de venture capital, que já tem US$ 50 milhões para investir. Os investidores-âncoras são o próprio fundo japonês e o BTG Pactual

 


Um dos hobbies do investidor André Maciel são os esportes de “endurance”. No ano passado, ele concluiu a maratona de Nova York em menos de quatro horas. Recentemente, ele pedalou mais de 600 quilômetros em Portugal.

Mas, nos últimos meses, Maciel não tem tido tempo para correr ou pedalar. E a culpa não é da pandemia, que fez muitas pessoas ficarem em casa por conta do distanciamento social.

O tempo de Maciel tem sido gasto em reuniões e mais reuniões para colocar de pé a Volpe Capital, o novo fundo de venture capital para investir em startups em estágio inicial que ele está lançando no mercado, desde que deixou o Softbank, no começo de novembro deste ano.

“Estou agora correndo outra maratona”, diz ele, em entrevista ao Café com Investidor, programa que entrevista os principais gestores de venture capital e venture capital do Brasil, do NeoFeed.

A Volpe Capital está concluído o “first close” de seu fundo com US$ 50 milhões até o fim deste mês. Os investidores-âncora são o Softbank e o BTG Pactual – o alvo são US$ 100 milhões. Maciel está também aportando recursos ao fundo, assim como Marcelo Claure, Paulo Passoni e Shu Nyata, seus colegas do Softbank.

Nesta entrevista, que você assiste no vídeo acima, Maciel conta os motivos pelos quais decidiu sair do Softbank para criar o seu próprio fundo. Ele fala ainda da tese de investimento, do valor dos cheques e comenta em quais fundos se inspirou para criar a Volpe Capital.

Maciel relembra também de sua trajetória de 17 anos no J.P. Morgan, período em que ele investiu no Mercado Livre quando a empresa era privada. Depois esteve à frente do IPO do marketplace argentino, em 2007, que tem o Brasil como seu principal mercado.

No banco de investimento, ele diz que a região latino-americana passou por um “inverno nuclear” depois da abertura do capital do Mercado Livre que durou até 2015. “Não aconteceu quase nada. Não havia experiência na região em investir em tecnologia”, diz Maciel.

A retomada aconteceu, em sua visão, a partir do “private placement” da Stone, a empresa de pagamentos de André Street, em que ele atuou. Foi quando Maciel percebeu que havia uma nova geração de empresas vibrantes e inovadoras, que iriam precisar de capital para se desenvolver. “Era uma oportunidade que não estava sendo explorada”, diz ele.

Maciel saiu do J.P. Morgan para criar a 30 Knots Capital com Passoni em janeiro de 2019. Mas ambos foram fisgados pelo Softbank quatro meses depois. Agora, ele retoma seu plano com a Volpe Capital.

Aliás, “volpe” significa raposa em italiano. E é essa a imagem que Maciel quer passar à sua gestora. “É um bicho que se move rápido, escapa dos caçadores e consegue captar as oportunidades rapidamente”, diz o fundador da Volpe Capital. Os primeiros investimentos, diz ele, estão perto de ser anunciados.

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