Startups

500 Startups capta para seu primeiro fundo exclusivo ao Brasil

Batizado de Brazil Hub, o fundo da empresa de venture capital americana deve iniciar suas operações com US$ 10 milhões voltados exclusivamente para startups brasileiras

 

Bedy Yang, sócia do 500 Startups

Com sede no Vale do Silício, o 500 Startups está colocando Brasil definitivamente no radar. O fundo americano está em fase de captação de seu primeiro fundo dedicado exclusivamente à estruturação de seu primeiro programa de aceleração para startups brasileiras. O plano é levantar US$ 10 milhões para consolidar o projeto e investir em empresas nacionais.

A princípio, o montante será captado junto a investidores locais. “Hoje, o mercado brasileiro vive um momento propício para receber o programa”, afirmou Bedy Yang, sócia do 500 Startups ao NeoFeed, durante o Latin America Investment Conference, evento que está sendo realizado nesta semana pelo Credit Suisse, em São Paulo.

Batizado de Brazil Hub, o projeto concretiza uma ideia já discutida pelo 500 Startups em outras oportunidades. Há cerca de quatro anos, a empresa, na época comandada por Dave McClure, chegou a avaliar a captação de fundos específicos, na faixa de US$ 10 milhões a US$ 30 milhões, com foco na América Latina. O plano foi adiado, no entanto, em função das condições pouco favoráveis, na época, no País.

Em contrapartida, Bedy destaca a maturidade conquistada pelo ecossistema brasileiro nesse intervalo. “Apenas nos últimos 18 meses, 14 unicórnios foram criados no País, o que mostra o quão rápido esse mercado está evoluindo”, observou.

Ela acrescentou que, em 2019, a disponibilidade de capital também mostrou avanços. “O ano foi marcado pela estruturação de novos fundos no País e pela captação de fundos adicionais de quem já estava por aqui”, afirma Bedy, apontando ainda que fundos importantes, como o americano Accel Partners, voltaram a olhar para o País.

Ainda em fase inicial, o Brazil Hub terá como um de seus nortes, além dos aportes, promover o intercâmbio entre as startups e os empreendedores locais com outras geografias. Essa abordagem segue o mesmo princípio adotado pelo 500 Startups em outros projetos similares, como em Cingapura.

Criado em 2010, o 500 Startups ganhou fama pelo seu grande apetite por startups. Em média, o fundo investe em uma empresa a cada dois dias. Desde a sua fundação, a empresa acumulou um portfólio de 2,3 mil investidas, em 75 países.

Essa tese, no entanto, segue uma lógica. Ao distribuir os recursos em um grande volume de startups, a empresa dilui seus riscos. E, ao mesmo tempo, amplia as chances de encontrar um próximo unicórnio. Esse foi o caso, por exemplo, da Twilio, plataforma americana de comunicação em nuvem, que abriu capital em 2017, e hoje está avaliada em mais de US$ 16 bilhões.

No Brasil, o portfólio da 500 Startups compreende 44 investimentos, entre eles, nomes como ContaAzul, Trocafone e VivaReal. Os aportes no País concentraram um total de US$ 5,5 milhões. No total, essas startups captaram em rodadas posteriores, com a participação de outros fundos, US$ 330 milhões.

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