EXPERTSMUDE OU MORRA

A Amazon sabe que tenho olheiras

A Amazon conhece nossas necessidades mais profundas às vezes até melhor que a gente mesmo. Mas não só a minha, também a sua e a de centenas, milhares, milhões de pessoas. No marketing, chamamos isso de personalização em massa

 

Outro dia, abri o aplicativo da Amazon no meu celular para buscar algo para meu filho e lá estavam eles. De todos os tamanhos e formatos, cores variadas, diversas marcas, uns mais caros, outros mais baratos. Estavam todos lá. Mas acontece que eles não podiam estar ali. Não tinham como estarem. Fechei os olhos por alguns segundos e simplesmente aceitei a realidade:

“Pronto, a Amazon sabe que tenho olheiras”.

Não precisei fazer uma busca por esse tipo de produto no site.

Não precisei nem saber que eles tinham uma seção de Beleza.

Só precisei mesmo foi precisar. Sim, porque a idade chegou e lá estava a Amazon, sabendo antes de mim que minha vaidade estava prestes a se materializar em uma compra online.

Porque é isso que eles fazem. Antecipam necessidades. E mais que isso, conhecem nossas necessidades mais profundas às vezes até melhor que a gente mesmo. Mas não só a minha, também a sua e a de centenas, milhares, milhões de pessoas. Ao mesmo tempo. No marketing, chamamos isso de personalização em massa.

Antes, ou a gente personalizava uma mensagem para poucos, ou impactava um monte de gente de forma genérica. As duas coisas não davam. Agora dá! É o futuro (presente) do digital.

A partir do nosso cadastro e histórico de navegação dentro e fora do site, é possível coletar informação e oferecer experiências ultra personalizadas. Pesquise produtos de bebê no Google para ver o que acontece com seu feed nas redes sociais. Eu já passei por isso na época do nascimento do meu filho.

Conhecer seu cliente profundamente, antecipar necessidades que nem ele sabe que tem não deveriam ser exclusividade de grandes empresas de tecnologia. É o básico para qualquer negócio que deseja ser competitivo na Nova Economia.

Semana passada, recebi uma ligação de um call center de um grande banco fazendo uma oferta exclusiva para mim que “sou funcionário público”.

Entenderam a diferença? Enquanto esse banco acha que sou um empregado do Estado, a Amazon sabe que vou comprar um produto para me fazer parecer mais jovem. Curioso para saber o que mais eles sabem sobre o meu futuro.

*Renato Mendes é investidor, professor na pós- graduação do Insper, mentor na Endeavor Brasil e autor do livro “Mude ou Morra”, finalista do Prêmio Jabuti 2019.

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