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Negócios

A Apple não é mais uma empresa de iPhone

Pela primeira vez desde 2012, as vendas do smartphone ficaram abaixo de 50% da receita. Ações sobem mais de 4% e empresa volta a valer, de novo, mais de US$ 1 trilhão.

 

Tim Cook, CEO da Apple, durante o anúncio do iPhone X

O iPhone está para a Apple, assim como o sistema operacional Windows para a Microsoft. A companhia fundada por Bill Gates tem dados sinais que se livrou dessa amarra, focando em computação em nuvem e conseguindo bons resultados sob o comando de Satya Nadella.

Agora, a Apple parece que está também começando a dar seus primeiros passos para não ser tão dependente de seu famoso smartphone, que já representou dois terços de sua receita.

O resultado de seu trimestre finalizado em junho mostrou mais uma vez vendas fracas de iPhone, com queda de 12% no período. Depressão em Wall Street? Nada disso, as ações da companhia sobem mais de 4% na manhã desta quarta-feira, 31 de junho. O valor de mercado ultrapassou, mais uma vez, US$ 1 trilhão.

Os analistas de Wall Street não ficaram loucos. Eles enxergaram que a Apple está sendo bem-sucedida em sua transição de uma empresa de hardware para uma de serviços.

As duas boas notícias para a Apple são que a área de serviços e a categoria de “wearables”, que inclui o Apple Watch, estão crescendo. Elas agora são maiores do que as unidades de Mac e iPad.

A área de serviços, que incluem as vendas da App Store e pagamentos móveis, observou sua receita crescer 13% para US$ 11,4 bilhões.

Os analistas enxergaram que a Apple está sendo bem-sucedida em sua transição de uma empresa de hardware para uma de serviços

A divisão que inclui o relógio inteligente, mas também produtos para casas e outros acessórios, cresceu quase 50%, atingindo uma receita de US$ 5,5 bilhões no trimestre.

No total, o faturamento da Apple aumentou 1%, atingindo US$ 53,8 bilhões. O lucro recuou 13%, para US$ 10 bilhões. É o terceiro trimestre consecutivo que a companhia da maçã tem queda no seu lucro. A divisão do iPhone atingiu receita de US$ 25,99 bilhões, o que representa 48% do total.

É cedo para dizer se a Apple será bem-sucedida em sua estratégia de reduzir a dependência do iPhone – embora ela seja urgente para os planos futuros da companhia.

Internamente, a companhia comandada por Tim Cook irá enfrentar o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que irá investigar o poder da Big Tech.

A Apple enfrenta também uma ação antitruste por conta de sua loja de aplicativos. Terceiros que vendem apps na App Store alegam que a companhia privilegia seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes.

No campo externo, a Apple sofre as consequências da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Neste trimestre, as vendas para o que é chamado de “Grande China”, que inclui também Hong Kong e Taiwan, caíram 4% para US$ 9,1 bilhões.

Esse desempenho também foi considerado bom, pois, em trimestres anteriores, a receita havia sofrido uma queda de até 20%. Mas o resultado veio por conta da redução dos preços do iPhone, para se tornar mais competitiva contra rivais como Huawei e Xiaomi.

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