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A tentação da maçã: Apple está perto de valer US$ 2 trilhões

Nada parece parar a Apple, que atingiu o valor de US$ 1 trilhão em 2018. Agora, em menos de dois anos, está perto dessa nova marca histórica. Entenda os motivos

 

Tim Cook, CEO da Apple

Foram 38 anos de altos e baixos na bolsa de valores para que a Apple chegasse, em 2018, a valer US$ 1 trilhão. Em pouco menos de dois anos, a companhia fundada por Steve Jobs (1955-2011) está prestes a “dobrar a meta”.

Atualmente liderada pelo executivo Tim Cook, a Apple se encaminha para atingir US$ 2 trilhões de valor de mercado na Nasdaq e pode se tornar a primeira empresa dos EUA e a segunda do mundo a atingir esse patamar.

Antes delas, apenas a Saudi Aramco conseguiu esse feito, em 2019. Mas a petroleira, que hoje é avaliada em US$ 1,93 trilhão, é basicamente uma companhia estatal, com apenas 1,7% de suas ações sendo negociadas na bolsa saudita. 

Mas, para entender como foi possível a Apple fazer um salto tão grande em tão pouco tempo, é preciso ter em mente que só neste ano a companhia da maçã acumulou uma alta de 50%. Isso significa que a Apple engordou em US$ 600 bilhões seu valor de mercado, que agora é de US$ 1,87 trilhão.

Para se ter uma ideia, a Apple abriu uma vantagem de mais de US$ 300 bilhões em relação a Microsoft, a segunda colocada em valor de mercado. Ela vale também US$ 870 bilhões a  mais do que a Alphabet, holding que controla o Google, e US$ 1,150 trilhão a mais do que o Facebook. Seu valor é também maior do que Alibaba, Salesforce e Berkshire Hathaway somados. 

Os ganhos da companhia são embalados por uma sucessão de balanços positivos e recordes de venda. No relatório referente ao último trimestre, encerrado no fim de junho, a empresa registrou receita de US$ 59,7 bilhões, um aumento de 11% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, US$ 46,5 bilhões vieram da venda de produtos e US$ 13,1 bilhões de serviços. 

Estrelas da marca, os iPhones geraram US$ 26,4 bilhões, mais do que a soma dos outros três produtos da casa, os computadores Mac, os tablets iPads e os wearables, como o Apple Watch, que juntos trouxeram US$ 19,9 bilhões aos cofres da Apple.

Mesmo com todas as limitações impostas pela pandemia, que por meses manteve boa parte das lojas Apple fechadas, a companhia obteve um lucro de US$ 11,2 bilhões.

Desde que tornou público esses resultados, em 31 de julho, a companhia viu seus papéis avançarem mais de 10%. Caso consiga, nas próximas semanas, embalar uma alta de 5%, a empresa vai bater a marca dos US$ 2 trilhões. 

Todo esse “peso” é sentido também no S&P 500, principal índice das bolsas americanas, em que a Apple é responsável por 6,5% do indicador. Esse feito por si só, aliás, configura um outro recorde. Há 35 anos, a IBM conseguiu responder por 6,4% do índice. Até agora, ninguém havia destronado a big blue. 

Pelo que se vê, nem as notícias das investigações antitruste americanas, nem as reportagens sobre o atraso da entrega do iPhone 12 abalaram a confiança dos investidores e do mercado.  

A essa altura do campeonato, parece que nada nem ninguém pode frear o avanço da maçã.

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