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Negócios

“O capitalismo, como conhecemos, está morto”, diz bilionário que fundou Salesforce

Marc Benioff, fundador da Salesforce e dono da revista Time, é mais um a atacar o legado do prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman

 

Marc Benioff, fundador da Salesforce, em sua participação no TechCrunch Disrupt

O capitalismo está sob ataque.

E as críticas não são feitas por um “socialista” ou esquerdista. Quem está batendo no capitalismo são alguns dos mais bem-sucedidos empresários e das mais bilionárias empresas do mundo.

O mais recente empresário a criticar o modelo econômico é o bilionário Marc Benioff, fundador da Salesforce e acionista da revista americana Time, dono de uma fortuna estimada em US$ 6,2 bilhões.

Durante sua participação no TechCrunch Disrupt, um evento de startups, que aconteceu em São Francisco, ele não teve papas na língua.

“Eu fortemente acredito que o capitalismo, como conhecemos, está morto”, disse ele. “Vamos ver surgir um novo tipo de capitalismo e o que vai emergir não é o capitalismo de Milton Friedman, que é só sobre ganhar dinheiro.”

E prosseguiu: “Se sua orientação é apenas ganhar dinheiro, acho que você não vai ficar muito tempo como CEO ou fundador de uma empresa.”

“Vamos ver surgir um novo tipo de capitalismo e o que vai emergir não é o capitalismo de Milton Friedman, que é só sobre ganhar dinheiro”

Benioff não é a primeira pessoa a atacar o prêmio Nobel de Economia Milton Friedman, professor da Universidade de Chicago, neste ano.

Em agosto, um grupo de quase 200 empresas americanas, que reúne alguns dos nomes mais fortes do capitalismo americano, bateu forte em Friedman.

O grupo Business RoundTable, que inclui JP Morgan, GM, Apple, IBM, American Airlines, Accenture, AT&T, Bank of America, Boeing e BlackRock, divulgou uma nova declaração de propósitos que colocou uma pá de cal em um dos grandes ensinamentos de Friedman.

Na década de 1970, Friedman escreveu: “Existe uma e apenas uma responsabilidade social dos negócios: se envolver em atividades destinadas a aumentar seus lucros.”

Para esse grupo, os objetivos das empresas mudaram e não tem mais a ver com colocar o acionista em primeiro lugar.

Agora, os objetivos são mais nobres, como criar valor para os clientes, investir nos funcionários, promover a diversidade e inclusão, lidar com os fornecedores de maneira ética, apoiar as comunidades em que trabalham e de proteger o meio ambiente.

O lucro, claro, faz parte do jogo. Mas o novo texto usa palavras mais amenas, como gerar valor de longo prazo para os acionistas. “Eles fornecem o capital que permite às empresas investir, crescer e inovar”, diz parte da declaração.

Nesta semana, Ricardo Voltolini, um dos primeiros consultores de sustentabilidade empresarial brasileiros, escreveu um artigo para o NeoFeed, em sua coluna Liderança Sustentável, em que defendia que a sustentabilidade iria fazer o capitalismo repensar os seus vícios.

“A sustentabilidade prega um novo jeito de pensar e fazer negócios, mais ético, íntegro, transparente, responsável, respeitoso ao ser humano e cuidadoso em relação ao planeta”, diz um trecho do texto.

Milton Friedman e o capitalismo, ao que tudo indica, estão no divã para uma parcela da nata do capitalismo global.

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