Negócios

Carrefour tem novo comando no Brasil para acelerar a transformação digital

A partir de 1º de setembro, Stéphane Maquaire, que comandava a operação argentina da rede francesa, assume o posto de CEO do grupo no Brasil. Ele substitui Noël Prioux, que estava na posição desde setembro de 2017

 

Prestes a completar quatro anos como CEO da operação brasileira do Carrefour, o francês Noël Prioux está deixando o cargo. A informação foi divulgada pela rede varejista em fato relevante publicado na madrugada desta terça-feira.

Com passagem de bastão prevista para 1º de setembro, Prioux dará lugar a Stéphane Maquaire, executivo de 47 anos que integra os quadros do grupo desde 2019, como presidente da operação do Carrefour na Argentina.

No fato relevante, a rede destacou que, na Argentina, Maquaire liderou “um plano de transformação, com foco na centralização no cliente e estratégia digital”, o que permitiu à companhia consolidar sua liderança no País, com ganhos de participação de mercado e no segmento de e-commerce.

“Estou honrado e muito satisfeito por ingressar no Grupo Carrefour Brasil e participar do desenvolvimento dos nossos negócios. Daremos continuidade à estratégia de negócios já implantada, com simplicidade e visão centrada no cliente, dois valores chave para o grupo”, afirmou Maquaire, no comunicado.

Antes de ingressar no Carrefour, Maquaire teve passagens como CEO em empresas como Monoprix, Vivarte e Manor. Ele dará continuidade à agenda estratégica do grupo, que inclui frentes como a expansão da rede, a aceleração de serviços digitais e financeiros e a integração do Grupo Big (ex-Walmart), comprado em março deste ano, por R$ 7,5 bilhões.

Esses foram justamente alguns dos temas abordados em entrevista recente do empresário Abilio Diniz, dono da Península Participações, que detém uma fatia de 7,2% no Carrefour Brasil, ao NeoFeed. Além de destacar a compra do Big, ele ressaltou outras demandas da operação.

“Agora, o Carrefour tem que crescer por coisas dele mesmo. Tem de desenvolver mais o banco, tem de desenvolver muito o digital, o e-commerce, integrar o Big. Temos que mostrar que somos bons e temos que mostrar execução. Mais do que qualquer aquisição, temos de fazer crescer aquilo que temos”, afirmou.

Apesar de reconhecer que “a meta é pesada”, Diniz destacou que a rede está um pouco atrasada em suas estratégias de omnichannel, o que inclui a integração com o Banco Carrefour.

“Se você comparar os múltiplos de um Mercado Livre, de uma Magalu, com os nossos, o nosso é ridículo. Mas primeiro vamos fazer e depois ser reconhecidos. O potencial é extraordinário. Aguarde, em pouco tempo, vamos surpreender o mercado nessa parte digital”, acrescentou.

Para levar à frente esse projeto, Maquaire contará com o apoio de Prioux, que, até o fim do ano, manterá sua posição como diretor-executivo do grupo na América Latina. A empresa acrescentou que, concluída essa transição, ele assumirá “novas responsabilidades na companhia oportunamente”.

No primeiro trimestre de 2021, o Carrefour Brasil reportou uma receita líquida de R$ 16,4 bilhões, o que representou um salto de 13,8% na comparação com igual período de 2020. No intervalo, o lucro líquido ajustado teve alta de 4,7%, para R$ 420 milhões.

As ações do Carrefour Brasil, avaliado em R$ 40,6 bilhões, fecharam o pregão da segunda-feira com um recuo de 1,79% em sua cotação. Em 2021, os papéis acumulam uma valorização superior a 4,5%.

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