De fintechs ao e-commerce, os alvos da SPAC da Valor Capital

Mario Mello, CEO da Valor Latitude Acquisition, fala sobre o destino dos US$ 230 milhões levantados pela SPAC, do olhar da gestora para insurtechs e de projetos como Poder do Voto e Investe Favela

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Em 32 anos de carreira, Mario Mello colecionou passagens por grandes empresas. A lista inclui BankBoston, Safra, ABN Amro, Visa e, a última delas, o PayPal, no qual liderou as operações do Brasil e da América Latina. E de onde decidiu sair em 2018.

Desde então, ele tem dividido seu tempo entre uma série de projetos. Nos últimos cinco meses, no entanto, uma dessas iniciativas vem ocupando boa parte de sua agenda: a Valor Latitude Acquisition, uma special purpose acquisition company (SPAC) da Valor Capital.

Operating partner da gestora e CEO da Valor Latitude Acquisition, Mello é um dos responsáveis pelo destino dos US$ 230 milhões levantados pela empresa de “cheque em branco” em maio deste ano, na Nasdaq.

“Estamos atrás de uma fintech, insurtech, healthtech, edutech, de uma empresa de logística ou de e-commerce”, diz Mello, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima), sobre o leque vasto de opções, que tem como universo a ser explorado as companhias da América Latina.

“Nós olhamos para toda a região, mas a prioridade é o Brasil”, observa Mello, que acrescenta. “E a empresa não precisa ser necessariamente rentável. Mas precisa estar no passo para a rentabilidade.”

Em paralelo a essa busca, ele segue liderando os investimentos da Valor Capital na área de fintechs, com prioridade para startups cujos modelos reúnam conceitos como banking as a service e software as a service, e estejam na dianteira das inovações proporcionadas pela agenda recente do Banco Central.

“Uma nova tese que estamos incorporando é a área de seguros”, afirma Mello, que faz uma comparação da atuação recente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) com as mudanças geradas pelo BC nos últimos anos, o que deve abrir novas perspectivas para o setor.

No programa, Mello fala ainda de dois fundos da Valor Capital, de US$ 250 milhões, e de projetos como o Poder do Voto, aplicativo criado por ele em 2018 para conectar parlamentares e eleitores, e o Investe Favela, iniciativa que visa investir e acelerar empreendedores de comunidades, a começar pelo Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

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