Elon Musk garante “vaquinha” e pode ser CEO interino do Twitter após aquisição

A compra da rede social será apoiada por recursos de nomes ilustres do mercado, incluindo o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, a gestora de venture capital Sequoia e a exchange de criptomoedas Binance

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Elon Musk poderá ser CEO temporário do Twitter

A novela envolvendo Elon Musk e o Twitter ganhou novos capítulos nesta quinta-feira. O fundador e CEO da Tesla e da SpaceX deverá servir também como CEO temporário da rede social por alguns meses após a conclusão da compra, fechada por cerca de US$ 44 bilhões e que será apoiada por uma lista de investidores ilustres – incluindo até um príncipe.

Conforme reportado pela rede americana CNBC, Musk ficará no comando operacional da companhia após a aquisição. Ele assumirá o posto no lugar de Parag Agrawal, executivo que está no cargo desde novembro de 2021, quando substituiu o fundador Jack Dorsey. A tendência é de que Musk não ocupe a cadeira mais alta do Twitter por muito tempo.

De acordo com a agência de notícias Reuters, Musk já teria contratado um novo CEO, mas o nome ainda está sendo mantido em sigilo. Agrawal, que ainda segue no cargo por tempo indefinido, deu força aos rumores de transição no comando ao dizer que o futuro do Twitter era incerto sob a gestão de Musk.

Enquanto isso, o empresário segue os trâmites para concluir o negócio. Nesta quinta-feira, Musk garantiu pelo menos US$ 7,1 bilhões com investidores para dar apoio a sua proposta para a compra do Twitter. O valor foi revelado em um documento arquivado ontem na Securities and Exchange Commission (SEC) e divulgado pelo site americano Business Insider.

A “vaquinha” inclui uma lista com nomes de peso no mercado. Entre eles, Alwaleed bin Tahal, príncipe da Arábia Saudita e fundador da Kingdom Holding Company, a maior holding de investimentos privados do país, com mais de US$ 13 bilhões sob gestão. Ele se comprometeu com a compra de US$ 1,9 bilhão em ações do Twitter.

Vale lembrar que o príncipe saudita foi contra a aceitação da oferta de compra do Twitter pelo empresário sul-africano. Em 14 de abril, Alwaleed tuitou que não acreditava que a proposta era compatível com o valor de mercado do Twitter.

Musk, por sua vez, respondeu a postagem perguntando “quanto do Twitter a Kingdom tem?” e ainda questionou a visão do fundo saudita sobre liberdade de expressão jornalística. Não houve resposta.

A relação ainda traz nomes conhecidos no mercado de tecnologia. É o caso de Larry Elisson, fundador da Oracle, que vai garantir US$ 1 bilhão para a proposta de Musk. A Sequoia Capital, que já investiu em gigantes do mercado de tecnologia, está disposta a aportar US$ 800 milhões no acordo. A empresa de criptomoedas Binance, por sua vez, vai reforçar o plano com US$ 500 milhões.

Os pouco mais de US$ 7 bilhões fazem parte da garantia que Musk havia dado ao conselho do Twitter para assegurar a compra da companhia. Conforme um documento publicado em 21 de abril na SEC, o empresário sul-africano afirmou ter US$ 46,5 bilhões em financiamento para realizar a oferta pública de aquisição.

A seleção de apoiadores da proposta de Musk conta  ainda com Qatar Holding, Honeycomb Asset Management, Brookfield, Strauss Capital, Litani Ventures, VyCapital, AH Capital Management, Fidelity Management, entre outras gestoras de capital privado.

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