Em queda, ação do BTG Pactual é “oportunidade de compra”, diz Itaú BBA

Em relatório, o Itaú BBA estima um resultado forte do BTG no segundo trimestre, com destaque para a divisão de wealth management, e ressalta o bom momento para comprar a ação, que recua 15% em junho

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O BTG Pactual está avaliado em R$ 75,4 bilhões

Em maio deste ano, uma semana depois de o BTG Pactual divulgar seu resultado do primeiro trimestre, o Itaú BBA elevou o preço-alvo da ação do banco, citando sua execução sólida e destacando o papel como a “escolha de crescimento” entre os ativos listados do setor.

Um mês depois, em um novo relatório, o Itaú BBA está reforçando sua percepção positiva ao apontar que a ação do BTG, dado o seu preço atual, é uma “oportunidade de compra” antes da temporada de resultados do segundo trimestre de 2022.

Na análise, o Itaú BBA mantém a recomendação de outperform (acima da média do mercado) e o preço-alvo da ação em R$ 35, o que representa uma valorização de 63,6% sobre a cotação do papel no fechamento do pregão da terça-feira, 21 de junho.

“Esperamos que o BTG Pactual siga apresentando bons resultados e sugerimos usar a queda recente como um ponto de entrada para a ação”, escrevem os analistas Pedro Leduc, Mateus Raffaelli e William Barranjard.

O trio faz uma referência ao recuo de 15% na cotação do papel neste mês, diante dos “mercados azedos” e do medo de que os resultados dos bancos como um todo tenham sido excepcionalmente fortes no primeiro trimestre.

“Esperamos que os resultados do segundo trimestre (do BTG) coloquem essas preocupações para descansar. Nosso modelo sugere um lucro líquido ainda melhor, de R$ 2 bilhões, no período, com alta anual de 18%”, diz um dos trechos do novo relatório.

Com uma receita total prevista de R$ 4,37 bilhões para o período, um avanço anual de 16%, os analistas ressaltam a expectativa de que todas as divisões de negócios do banco reportem um crescimento sequencial de receita.

O grande destaque na visão do Itaú BBA será a divisão de wealth management, em um “forte contraste” com o setor. Aqui, os analistas estimam uma receita de R$ 616 milhões, o que representaria um salto de 64% em relação a igual período de 2021.

“O ritmo da entrada de dinheiro novo deve acelerar para R$ 32 bilhões, fechando o trimestre em R$ 500 bilhões de fortunas sob gestão”, escrevem os analistas. Entre outros fatores, eles apontam que o resultado será fruto de um mix melhor de clientes e do crescimento da receita a partir do volume maior de depósitos com o banco.

Já na área de investment banking, a projeção é de uma receita de R$ 408 milhões, um salto de 16% sobre o primeiro trimestre do ano, com a perspectiva de que as operações de renda fixa compensem a atividade “tímida” nos mercados de capitais.

No segmento de corporate lending, o Itaú prevê um crescimento anual de 30% na receita, para R$ 854 milhões, em linha com a carteira de crédito do banco, sem pressão de spreads ou de qualidade do crédito. Em Asset Management, a projeção é de uma receita de R$ 340 milhões, alta anual de 27%.

As ações do BTG Pactual estavam sendo negociadas com alta de 3,51%, a R$ 22,39, por volta das 12h15 na B3. O banco está avaliado em R$ 75,4 bilhões e seus papéis acumulam uma valorização de 6,7% em 2022.

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