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Startups

EXCLUSIVO: Grow busca patrocinador para voltar a operar com bicicletas

Depois de reduzir operação de patinetes e tirar bicicletas de operação, Grow busca patrocinador para voltar a pedalar pelas cidades brasileiras, num modelo de negócio semelhante ao da Tembici com o Itaú

 

Amarelas? Bicicletas da Grow podem voltar com patrocínio

A Grow, fusão da mexicana Grin com a brasileira Yellow, está buscando patrocinadores para voltar às ruas com o serviço de  aluguel de bicicletas nas cidades brasileiras, apurou o NeoFeed com duas fontes.

No fim de janeiro, a startup reduziu sua operação no Brasil, deixando de operar em 14 cidades, ficando apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Além disso, a empresa comunicou que iria interromper temporariamente o serviço de compartilhamento de bicicletas em todas as cidades “para um processo de checagem e verificação das condições de operação e segurança”, segundo o comunicado da startup.

Na verdade, a retirada das bicicletas envolve outro motivo. A companhia avaliando um modelo que possa tornar a operação rentável. “Eles estão buscando parceiros que possam patrocinar as bicicletas”, disse uma das fontes, que conhece o plano da Grow. “As conversas são com empresas de consumo.”

Em nota ao NeoFeed, a Grow informa que está “em busca de parcerias públicas e privadas para fortalecer e expandir sua operação”. No mesmo comunicado, a startup acrescentou que não há previsão para o retorno do serviço de aluguel de bicicletas.

A Grow conta, na área de patinetes, com o que chama de uma parceria tecnológica com a Rappi. As e-scooters estão envelopadas com as cores e a marca do aplicativo de entrega.

Modelo Tembici

A estratégia que a Grow deve seguir para viabilizar seu negócio de bicicletas já é usado ao redor do mundo. No Brasil, ela foi adotada pela Tembici, fundada em 2009 pelos empreendedores Tomás Martins e Maurício Villar, que ficou conhecida por conta das bicicletas laranjas em um projeto patrocinado pelo Itaú.

Em entrevista ao NeoFeed em janeiro deste ano, Martins disse que a companhia iria chegar a novas cidades e planejava investir em bikes elétricas em 2020.

“Estamos na contramão e apostando na qualidade do produto”, disse, na ocasião, Martins, numa referência à crise pela qual o setor estava passando – além da Grow, a Lime, de patinetes elétricos, também encerrou suas operações no Brasil.

A diferença do modelo Tembici e Grow é a existência de uma estação. No caso da Tembici, as bicicletas precisam ser devolvidas em uma estação. Na Grow, que ficou conhecida por suas bikes amarelas, elas podem ser deixadas em qualquer lugar.

A Grow foi criada em janeiro de 2019, com união entre a Grin e a Yellow. Na ocasião, a companhia recebeu US$ 150 milhões. O investimento contou com a participação de fundos como Monashees, 500 Startups, DCM, GGV Capital e Base10 Partners.

A brasileira Yellow, cujos fundadores eram o ex-presidente da Caloi, Eduardo Musa, e os empreendedores Ariel Lambrecht e Renato Freitas, fundadores da 99, o primeiro unicórnio brasileiro, também havia sido altamente financiada. No total, havia recebido US$ 72 milhões antes da fusão.

“Planejar essa reestruturação nos colocou diante de decisões difíceis, porém necessárias para aperfeiçoar a oferta de nossos serviços e consolidar a nossa atuação na América Latina”, disse Jonathan Lewy, CEO da Grow, por meio de uma nota, quando anunciou que estava reduzindo a operação. “O mercado da micromobilidade é fundamental para revolucionar a forma como as pessoas se locomovem nas cidades e continuamos acreditando que esse mercado tem espaço para crescer na região.”

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