Headline, a nova gestora de Romero Rodrigues para investir em startups

A nova gestora une Romero Rodrigues, Redpoint e Headline (ex-eventures). O objetivo é captar entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões a partir de 2022 para investir em startups em estágio inicial

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Romero Rodrigues será um dos sócios da Headline

Em um momento em que diversas gestoras de venture capital estão surgindo, aproveitando-se da efervescência do ecossistema brasileiro de inovação, mais um nome vai começar a aparecer nos anúncios de aportes de startups a partir de 2022.

No começo de setembro, o NeoFeed divulgou que os sócios da Redpoint eventures, Anderson Thees, Manoel Lemos e Romero Rodrigues, haviam decidido não captar um terceiro fundo e que iriam trilhar caminhos separados em seus novos negócios.

Agora, Romero Rodrigues, um dos fundadores do Buscapé, está se unindo a Redpoint e a Headline (ex-eventures) para criar uma nova gestora que deve se chamar também Headline e que vai começar a captação de um novo fundo para investir em startpus em estágio inicial no Brasil e na América Latina.

A informação já foi comunicada aos cotistas dos dois primeiros fundos da Redpoint eventures, que segue sendo administrado pelo trio de investidores. Procurado, Rodrigues confirmou a informação ao NeoFeed, mas não quis dar mais detalhes sobre o novo fundo.

Segundo apurou o NeoFeed, a nova gestora deve começar a captar no começo de 2022 e a meta é levantar entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões. Fontes consideram esse novo fundo uma sequência dos dois primeiros levantados pela Redpoint eventures, mas agora com sócios diferentes.

A ideia é seguir também uma tese semelhante a que foi desenvolvida nos dois primeiros fundos da Redpoint eventures que levantaram US$ 300 milhões e investiram em mais de 50 startups. Esses dois fundos têm como sócios, além de Rodrigues, Thees, Lemos, Redpoint e eventures, que agora se chama Headline

De uma forma geral, o novo fundo que terá Rodrigues à frente fará investimentos seed, série A e B. Anderson Thees e Manoel Lemos, por sua vez, devem também se unir e criar uma nova gestora de venture capital, segundo apurou o NeoFeed.

O desafio de Rodrigues é captar recursos junto a investidores em um cenário de juros altos, bem diferente dos anos de 2019 a 2020, em que havia muita liquidez no mercado e fez com que muitos family offices alocassem uma fatia de seus recursos na classe de ativos de venture capital.

Por outro lado, o ecossistema brasileiro de inovação segue aquecido. De janeiro a novembro, os investimentos em startups atingiram US$ 8,9 bilhões, quase 150% a mais do que o total de 2020, segundo dados da Distrito, um ecossistema independente de inovação. Em 2020, os aportes totalizaram US$ 3,6 bilhões.

Na época em que esteve a frente da Redpoint eventures, Rodrigues construiu em conjunto com Thees e Lemos um portfólio que encontrou três unicórnios: Rappi, Creditas e Gympass.

O trio, no entanto, segue junto administrando o portfólio dos dois primeiros fundos, que já estão fechados para novos investimentos, e deve realizar apenas follow ons em algumas startups do portfólio.

Agora, é a hora de cuidar das saídas. Nos últimos tempos, foram várias. Só em 2021, foram seis desinvestimentos. Entre eles, a RD Station, comprada pela Totvs, e a Repassa, adquirida pela Lojas Renner.

A gestora vendeu também suas posições na Memed, para a DNA Digital; na Gesto, para a Dasa; na Minuto Seguros, para a Creditas; e na Passei Direto, para a UOL EdTech.  Em 2020, a Redpoint eventures saiu também da Antecipa, comprada pela XP.

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