Na Plano&Plano, o próximo “empreendimento” é um marketplace

Em entrevista ao Conexão CEO, Rodrigo Luna, fundador da construtora e incorporadora Plano&Plano, fala do projeto para entregar um marketplace voltado aos moradores dos seus prédios

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Aos 51 anos, Rodrigo Luna ainda se lembra dos balões nos plantões de venda em que passou muitos dos seus fins de semana na infância. Enquanto brincava, o pai, Raul, acompanhava os lançamentos da Gomes de Almeida Fernandes, construtora que ajudou a fundar e que deu origem à Gafisa.

Anos mais tarde, tudo aquilo deixou de ser uma brincadeira de criança. Em 1997, adulto e formado em engenharia, Luna fundou a construtora e incorporadora Plano&Plano. Desde então, a empresa ocupou seu espaço no setor. Inclusive, na B3, ao abrir capital em setembro de 2020, levantando R$ 690 milhões. Hoje, é avaliada em R$ 496 milhões.

Um dos seus próximos projetos vai muito além dos terrenos, do cimento, da areia e da entrega de chaves. Batizada de Cidade Plano&Plano, a plataforma vai nascer como um “plantão de vendas” digital. Com o tempo, o plano é construir um marketplace de produtos e serviços aos moradores dos empreendimentos da empresa.

“É um projeto de fases”, afirma Luna, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima). “A primeira é essa da comercialização, mas a estrutura dessa plataforma vai permitir um relacionamento muito mais intenso e mais estreito com esse consumidor por muito anos.”

Segundo Luna, a primeira fase do projeto será entregue no meio do ano, com recursos para a venda online do portfólio da construtora, da visita virtual à assinatura digital dos contratos. Com espaço para soluções financeiras, como crédito imobiliário.

No cronograma da “obra”, a meta é, em dois anos, adicionar gradativamente as demais camadas da plataforma. “Estamos buscando uma menor fricção. Tornar as coisas mais leves e mais fáceis para o consumidor”, ressalta o empresário.

Em paralelo a essa iniciativa, um movimento recente da Plano&Plano foi voltar a abrir espaço em seu portfólio para os lançamentos mais voltados à média renda, com projetos de 1, 2 e 3 dormitórios, na faixa de R$ 270 mil a R$ 450 mil, com opções em todas as regiões da capital paulista.

Em 2016, a construtora decidiu congelar os empreendimentos voltados a esse perfil, que marcou sua origem, para se concentrar nos lançamentos para o público de baixa renda. “Nós vamos voltar a fazer 30, 40% do portfólio fora da baixa renda”, afirma Luna.

No programa, ele explica as razões desses movimentos da companhia e fala ainda de temas como os impactos da economia e o cenário atual do setor; das tendências que a pandemia acelerou nesse mercado; e de lançamentos e estratégias da construtora para se adaptar a esse contexto.

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