Sem IPO, Carlyle amplia fatia no Madero com cheque de R$ 300 milhões

Com o novo aporte da gestora americana, o grupo das redes de restaurantes Madero e Jeronimo, que tem uma dívida líquida de R$ 981,1 milhões, informou que vai investir, principalmente, em expansão

0
206
Leia em 2 min

Loja do Madero em shopping

Em agosto, o Grupo Madero, dona das redes de restaurantes Madero e Jeronimo, protocolou seu pedido para uma oferta pública inicial de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de equacionar suas dívidas e, ao mesmo tempo, expandir sua operação.

Três meses depois, a empresa está reforçando seu caixa, mas com outra estratégia. O grupo acaba de anunciar um aporte de R$ 300 milhões da Carlyle. A gestora americana já investia no Madero desde o início de 2019, quando desembolsou R$ 700 milhões por uma fatia de 23,3% da operação.

“O Grupo Madero tem superado com sucesso os desafios impostos pela pandemia e está bem posicionado para alavancar sua plataforma verticalmente integrada única e um portfólio de grandes marcas para continuar com seu plano de expansão de forma sustentável no longo prazo”, afirmou Jay Sammons, diretor do fundo Carlyle, em nota.

A nova injeção de recursos será feita por meio do veículo Madrid Fundo de Investimento em Participações. Pelos termos do acordo, Junior Durski, fundador do Madero, vendeu 2.246.239 ações da companhia, mas manterá o controle da operação.

Em comunicado, o grupo informou que os recursos serão direcionados, principalmente, para a sua estratégia de expansão. Dono de um portfólio de mais de 250 restaurantes, o Madero inaugurou 27 unidades no acumulado de janeiro a setembro deste ano.

No período, a empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 115,2 milhões. A companhia encerrou esse intervalo com uma dívida líquida de R$ 981,1 milhões, um crescimento de 80,5% na comparação com o mês de setembro de 2020.

No comunicado sobre o novo aporte, o Madero não fez menção sobre os planos do IPO. Na semana passada, quando divulgou seu balanço, o grupo informou que a abertura de capital seguia no seu radar.

“O Grupo Madero possui a meta de realizar um IPO assim que o mercado de capitais apresentar condições para a realização de uma operação nos parâmetros que a companhia entender adequados, o que, combinado com a retomada da normalidade das operações, com consequente reflexo no Ebtida, impactará substancialmente na estrutura de capital da empresa”, afirmou, na oportunidade, a companhia.

Leia também

Brand Stories