Startups

Um Sirotsky quer ligar as pontas do marketing (e recebeu R$ 5 milhões para fazer isso)

A startup BPool, fundada por Beto Sirotsky e Daniel Prianti, que une grandes anunciantes com profissionais e empresas do setor criativo, recebe R$ 5 milhões da Chromo Invest. Recurso será usado para se expandir pela América Latina e entrar no segmento de pequenas e médias empresas

 

Os fundadores da BPool: Daniel Prianti (à esq.) e Beto Sirotsky

O sobrenome Sirotsky tem ligação estreita com a indústria de comunicação. Afinal, a família é dona do grupo gaúcho RBS, conglomerado que tem tevês, jornais e rádios em diversas plataformas.

Mas Beto Sirotsky, um dos membros da família, resolveu trilhar seu próprio caminho. Filho de Nelson Sirotsky, que foi presidente do grupo RBS por 21 anos, ele se enveredou pelo setor de comunicação, mas com sua própria empresa, a agência digital 3YZ, comprada pelo grupo britânico de comunicação WPP, em 2016.

Ele está agora por trás de um novo projeto que tenta inovar na tradicional indústria da comunicação. Ao lado de Daniel Prianti, Sirotsky fundou, em 2019, a Boutique Pool, ou simplesmente BPool, um marketplace que liga grandes anunciantes a profissionais e empresas do setor criativo.

Agora, a BPool acaba de receber um aporte seed money de R$ 5 milhões liderado pela Chromo Invest, a mesma gestora que já apostou nas fintech Warren, Geru e BizCapital e na academia Smart Fit, entre outros investimentos. “A BPool resolve a dor da área de marketing e das empresas ligadas ao setor de marketing”, diz Beto Sirotsky, com exclusividade ao NeoFeed.

O aporte está sendo seguido pelos investidores anteriores. Entre eles, estão a Maromar, family office de Nara e Nelson Sirotsky, Roberto Martini (fundador da FLAGCX, grupo independente de comunicação) e alguns investidores-anjo, como Orlando Lopes (ex-Unilever), Orlando Marques (ex-presidente da Publicis), Nadia Quaglia (que atuou na Unilever e Carrefour na área de supply chain) e Inez Murad (especialista em branding que atuou em diversas empresas, como Unilever, Johnson & Johnson, entre outras).

“Eles têm curadoria dos provedores de serviços, precificação clara e transparente e estão incomodando o mercado old school”, diz Tiago Kretzmann, managing partner da Chromo Invest. “Parte do potencial da BPool é visualizar uma disrupção bem grande na forma como é feita a negociação do mercado de mídia para uma forma digital.”

A BPool usa um algoritmo que faz o “match” entre grandes empresas e prestadores de serviços através de um marketplace da indústria criativa. Por ele, são ofertados todos os tipos de serviços, de planejamento, criação, gestão de conteúdo de redes sociais até eventos. Em resumo, tudo o que é ligado a marketing e serviços de comunicação.

Hoje, a BPool se concentra em atender grandes empresas, como Unilever, Stone, Ri Happy, Ambev e Nestlé. São gigantes com faturamento superior a R$ 1 bilhão. De acordo com Sirotsky, 15 grandes empresas já usam a plataforma com recorrência. “Eles não deixam de trabalhar com suas agências principais. Esses prestadores são um player complementar”, afirma Sirotsky.

A forma de participar do marketplace é simples As companhias se cadastram na plataforma e a área de vendas faz uma pré-seleção de todos os serviços que podem ser contratados. A partir daí, a área de marketing e de comunicação pode contratar os prestadores sem burocracia e sem a necessidade de novos cadastramentos.

A plataforma da BPool faz o “match” entre a empresa e os prestadores de serviços. A seleção usa um algoritmo de inteligência artificial para fazer a indicação de pelo menos três empresas. Os preços são também pré-definidos, o que acaba com a barganha dos dois lados.

“O algoritmo usa diversos critérios de avaliação, como tamanho da empresa prestadora do serviço, mercado foco, especialização, non-compete (se atende já outra empresa do setor, ela não é habilitada a prestar o serviço), além de criar um cluster de faixas de preços”, diz Daniel Prianti.

A plataforma da BPool

A plataforma da BPool já conta com 150 prestadores de serviços cadastrados. A maioria deles é de fornecedores com até oito funcionários. De acordo com Sirotsky, há 300 empresas na fila de espera para se cadastrar.  O tíquete médio dos projetos está na casa dos R$ 90 mil. “Mas há projetos de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões”, afirma Sirotsky.

O modelo de negócio é de um marketplace tradicional. A BPool fica com 10% de tudo o que é transacionado pela plataforma. Ao fim do projeto, tanto agência, como o cliente, dão uma nota que vai de 1 a 5. Essa é a forma de a BPool avaliar o atendimento – a nota média, hoje, está em 4,8.

Os novos recursos vão ser usados para a melhoria da plataforma, expansão para a América Latina e a entrada no segmento de médias e pequenas empresas. Atualmente, a BPool já está operando no México, Colômbia e Equador. Os países escolhidos para essa expansão internacional pela América Latina têm um motivo: a Unilever. A companhia, que já é cliente no Brasil, quer usar o marketplace nesses locais.

O dinheiro também será usado para desenvolver a plataforma para pequenas e médias empresas. A ideia é deixá-la mais automatizada para atender pequenas empresas com faturamento a partir de R$ 25 milhões. “É um universo com mais de 50 mil empresas”, diz Prianti. “Nesse caso, precisamos integrar cartão de crédito, boleto e sourcing, entre outros serviços.”

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