A Microsoft quer levar o metaverso para os escritórios

Depois do Facebook, é a vez de a Microsoft apostar no metaverso com o Teams, sua plataforma de videoconferência. Mas a companhia de Bill Gates diz que isso é só o começo

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A Teams será o primeiro produto com recursos de metaverso da Microsoft

A Microsoft vai ter a sua própria versão do metaverso, rivalizando com o Facebook, mas em uma arena na qual domina: os escritórios.

A companhia fundada por Bill Gates se prepara para permitir que os usuários do sistema de videoconferência Teams possam recorrer a avatares e desenhos animados em reuniões profissionais online.

O metaverso é a tecnologia na qual o Facebook diz que vai permitir que os usuários vivam, trabalhem e se divirtam conectados a um mundo virtual, a ponto de a companhia mudar o seu nome corporativo para Meta, em anúncio feito na feito na semana passada por Mark Zuckerberg – muitos, no entanto, viram na estratégia apenas uma cortina de fumaça para encobrir os problemas de imagem do Facebook.

A Microsoft, porém, vai começar de forma mais modesta com a sua plataforma de videoconferência Teams. Os funcionários poderão também visitar espaços virtuais de trabalho, que seriam simulações dos escritórios reais, e participar de apresentações de PowerPoint.

As novidades estarão disponíveis no primeiro semestre do ano que vem e são vistas pela Microsoft como apenas o começo. “Com 250 milhões de pessoas ao redor do mundo usando o Teams, a introdução de avatares será o primeiro elemento metaverso a parecer real”, disse Jared Spataro, o chefe de Teams, em apresentação nesta terça-feira, 2 de novembro.

A nova tecnologia da Microsoft, batizada de Mesh e anunciada pela primeira vez no início do ano, permite experiências de realidade aumentada e virtual em uma variedade de óculos, incluindo o próprio HoloLens, da Microsoft.

Para a Microsoft, a tecnologia será o primeiro passo para que os funcionários das empresas se sintam cada vez mais confortáveis ​​com novas formas de interação virtual, que hoje  poderiam parecer estranhas.

Segundo pesquisas feitas pela Microsoft, o uso de avatares pessoais transmite uma sensação de “presença” que torna as reuniões mais envolventes. Além disso, os trabalhadores que participam de uma reunião em que outra pessoa aparece como avatar também ficam mais abertas a usar a tecnologia, disse a empresa.

De acordo com a companhia, embora o metaverso passe ao público a impressão de um futuro muito distante e similar ao que se vê em filmes de ficção científica, algumas empresas que são suas clientes já usam algum tipo de tecnologia que vai nessa direção.

A Accenture, por exemplo, recorreu à Microsoft para criar um “gêmeo digital” de sua sede, com o objetivo de dar orientações para novos funcionários durante a pandemia. De acordo com Spataro, a empresa de consultoria já realizou mais de 100 eventos, alcançando mais de 10 mil funcionários, por meio da tecnologia.

A Ambev é outro exemplo. A companhia criou cópias de suas operações de cerveja e da cadeia de suprimentos que são sincronizadas com as instalações reais e com base em informações atualizadas. Isso permite que os cervejeiros se ajustem às mudanças nas condições e ajuda os operadores a manter as máquinas de embalagem em funcionamento.

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