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Antes mesmo de fechar negócio com BTG, Oi começa a separar sua operação de fibra óptica

Ao detalhar operação com fundo do BTG, que fez proposta vinculante de R$ 12,93 bilhões pela InfraCo, o CEO da Oi, Rodrigo Abreu, disse que operação de fibra será segregada da empresa antes da conclusão do negócio

 

A Oi fechou um acordo vinculante de venda de sua operação de fibra óptica, a InfraCo, para um fundo gerido pelo BTG Pactual, em um negócio que deve ser concluído no quarto trimestre de 2020 ou no primeiro trimestre de 2021.

Mas a nova unidade, que conta com 400 mil quilômetros de fibra óptica e atuará como uma rede neutra, vendendo seus serviços para diversas operadoras, será independente antes mesmo da conclusão do negócio.

Foi o que disse Rodrigo Abreu, CEO da Oi, em teleconferência, nesta terça-feira, 13 de abril, em que detalhou como será a operação com o BTG Pactual, que concordou em pagar R$ 12,93 bilhões por 57,9% da InfraCo – a Oi manterá participação minoritária na nova companhia.

“Ela já é uma operação independente do ponto de vista comercial e não há compartilhamento de informações entre a parte de atacado e a de varejo”, disse Abreu. “Vamos acelerar essa separação até antes do fechamento.”

Em março, a Oi anunciou o primeiro cliente da InfraCo. Trata-se da Vero, operadora de banda larga que tem como investidor a Vinci Partners. A companhia atua em quatro Estados brasileiros e usará a rede da Oi em Ubá e Sete Lagoas, em Minas Gerais.

Com a separação, a nova Oi, chamada de ClientCo, vai focar no atendimento a clientes e em fibra óptica residencial. A InfraCo, por sua vez, ficará com a rede de fibra óptica, da qual a operadora de telefonia será cliente.

A nova Oi também sairá dos negócios de telefonia celular, quando o negócio com TIM, Claro e Vivo, que comprou a Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões, for concluído – provavelmente até o fim deste ano.

Acordo vinculante

Na segunda-feira, 12 de abril, a Oi confirmou que aceitou a proposta vinculante de fundos do BTG Pactual para vender o controle da InfraCo. Em fato relevante, a operadora de telefonia disse que a proposta tem o “right to top”, o direito de cobrir uma oferta no leilão judicial, que ainda não tem data para acontecer.

A proposta inclui o BTG Pactual Economia Real Fundo de Investimentos e a empresa de cabos submarinos Globenet, que pertenceu à Oi e foi comprada pelo BTG em 2013.

A InfraCo foi avaliada em R$ 20 bilhões, considerando uma dívida líquida de R$ 4,1 bilhões, que deverá ser paga em até 90 dias após o fechamento do negócio. Durante a teleconferência, Abreu informou que a InfraCo vai investir R$ 20 bilhões nos próximos quatro anos.

A nova empresa terá como chairman Amos Genish, fundador da operadora GVT, que foi comprada francesa Vivendi e depois pela Telefônica Vivo. Genish foi presidente da Vivo e da Telecom Italia. Atualmente, ele é sócio do BTG.

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