Neon capta R$ 1,6 bilhão em rodada série D com o BBVA

Com o novo cheque, a fintech brasileira chega a um total de R$ 3,7 bilhões captados desde a sua fundação, em 2016, e vai destinar os recursos para novos produtos, tecnologia e marketing

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Um dos nomes pioneiros no espaço das contas digitais no mercado brasileiro, o Neon está ganhando mais um impulso para ganhar terreno nesse mercado. E o novo fôlego chega por meio de um cheque bilionário, de fora do País.

A empresa acaba de anunciar uma captação de R$ 1,6 bilhão (US$ 300 milhões) em uma rodada série D junto ao BBVA, envolvendo uma fatia de 21,7% da fintech brasileira. Com a participação que já detinha na operação, desde 2018, por meio do seu fundo de capital de risco Propel, o banco chega a uma participação total de 29,7% na fintech brasileira, o que avalia o negócio, com os ajustes da transação, em cerca de US$ 1,6 bilhão.

Com a nova injeção de recursos, o Neon chega a um total de R$ 3,7 bilhões levantados desde a sua fundação, em 2016. A última rodada antes da captação com o BBVA veio em setembro de 2020, com uma investimento de R$ 1,6 bilhão liderado pelo General Atlantic, com a participação de investidores como BlackRock, Vulcan Capital, PayPal Ventures e Endeavor Catalyst.

“Com o apoio e a experiência global do BBVA em digitalização e crédito, teremos avanços ainda maiores”, afirmou Pedro Conrade, fundador do Neon, em comunicado sobre a nova rodada. Presidente do conselho do BBVA, Carlos Torres, por sua vez, acrescentou:

“A Neon provou ter uma oferta conectadas às necessidades financeiras dos brasileiros, como demonstram seus números de aquisição de clientes”, disse. “Além disso, tem capacidade para continuar crescendo rapidamente, além de ter um potencial de lançamento de produtos com muita agilidade, em um mercado com tanto potencial como é o Brasil.”

O plano do Neon é aplicar os novos recursos em tecnologia, marketing e produtos. Nessa última frente, uma das prioridades é desenvolver e lançar ofertas em sua plataforma batizada de Democredit, de concessão de crédito.

Outra área que deve ser um destino de parte do reforço do caixa são as aquisições. Em janeiro deste ano, o Neon anunciou, por exemplo, a compra da financeira Biorc, seu quarto acordo desde que iniciou sua estratégia inorgânica, em 2019, com a incorporação da MEI Fácil.

Em 2021, o Neon triplicou de tamanho, chegando a 15 milhões de clientes, sendo 88% das classes C, D e E. Para esse ano, a expectativa é mais que dobrar sua receita. A empresa movimenta mais de R$ 5,8 bilhões por mês em transações.

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