A economia americana vai ter um pouso suave? Powell, do Fed, não garante

No Fórum dos Bancos Centrais, em Portugal, o presidente do Fed, Jerome Powell, não garantiu um “pouso suave” da economia americana, mas disse que vê a inflação a caminho de 2% rapidamente

0
0
Leia em 2 min

Jerome Powell, presidente do Fed

A volatilidade impera nos mercados internacionais, sobretudo nas bolsas americanas, nesta quarta-feira, 29 de junho, na esteira das declarações dos presidentes do Federal Reserve (Fed), BC dos EUA, Banco Central Europeu (BCE) do Banco da Inglaterra, no Fórum dos Bancos Centrais em Sintra, Portugal.

Jerome Powell, presidente do Fed, fez um discurso mais construtivo, sendo menos incisivo quanto ao risco de recessão nos EUA, mas afirmou que não há garantia de “pouso suave” para a economia americana no combate à inflação.

O chefe do Fed disse esperar que “o crescimento permaneça positivo” e que a inflação pode caminhar para 2% rapidamente. Afirmação que abre espaço para expectativas de que o Fed elevará mais fortemente os juros para, dessa forma, encurtar o período de ajuste dos preços.

Em contraponto, Powell afirmou que o mercado de trabalho está sólido, assim como as finanças das famílias e das empresas. “Em geral, a economia dos EUA está bem posicionada para suportar uma política monetária mais apertada”, acrescentou o presidente do Fed, que reiterou a determinação de elevar os juros sem provocar uma recessão. “É nosso objetivo e acreditamos que há caminhos para isso”, disse.

Anfitriã do Fórum de Bancos Centrais, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), voltou a sinalizar a intenção de promover um ajuste mais suave da política monetária na zona do Euro.

Na véspera, ela reiterou a sinalização de que o BCE deve aumentar o juro em 0,25 ponto percentual em julho e, novamente, em setembro por considerar ser “improvável que voltemos a um ambiente de inflação baixa”.

Já Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), fez declarações em linha com seus pares. “A tarefa é voltar à inflação baixa. Se vermos maior persistência da inflação, teremos que agir com mais força”, declarou.

Leia também

Brand Stories