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Insiders

A plataforma de investimento que só aposta em empresas do “bem”

Coin Investing ajuda investidores a comprarem ações de empresas que estejam alinhadas com suas visões de mundo e está de olho nos trilhões de dólares dos millennials

 

Califórnia – Qual o retorno dos seus investimentos? Não importa o quão alta seja a cifra da sua resposta, para Megan Schleck nenhum aporte será 100% aproveitado se não impactar em um mundo melhor – e não apenas para os investidores.

Formada pela Bates College e com extensão em finanças sustentáveis pela Harvard University, Megan trabalhava como guia turística e se viu frustrada por não saber onde está sendo investido o dinheiro que poupava para a sua aposentadoria.

A empreendedora compartilhou sua frustração com outras pessoas e percebeu que dor que ela sentia ecoava em seu ciclo social.

Intimamente ligada à natureza, passou a pesquisar o trabalho de alguns negócios junto a pautas ambientais. De sua análise particular nasceu, em 2016, a Coin Investing, uma “plataforma de investimento consciente”, como eles mesmos se definem.

Em entrevista ao NeoFeed, Megan, que é CEO da startup, conta que uma das maneiras mais eficientes de fazer com certos negócios ajam de forma ética é pela pressão financeira.

Numa pesquisa conduzida recentemente pela Coin Investing, mais de 50% dos entrevistados disseram saber que investir em empresas alinhadas com seus propósitos é uma forma ativa de melhorar o mundo.

A Coin Investing está também de olho em uma oportunidade trilionária. De acordo com um estudo do banco americano Morgan Stanley, os millennials, pessoas nascidas entre os anos 1980 e 2000, herdarão US$ 30 trilhões até 2020. E, deste total, 86% serão destinados a investimentos sustentáveis e de impacto social.

Aos poucos, essa previsão tem se tornado realidade. Em 2016, somente nos Estados Unidos, US$ 8,8 trilhões foram investidos em empresas que adotam critérios de sustentabilidade – US$ 5,1 trilhões a mais do que em 2012.

Megan Schleck, fundadora da Coin Investin

A Coin Investimentos quer ser uma catalisadora desses investimentos com propósito. Ao criar seu perfil no aplicativo ou no site da empresa, o investidor seleciona também quais as causas que lhes são mais sensíveis: igualdade de gênero, mudança climática, saúde, redução do lixo, água potável, emprego, distribuição de renda e cidades inteligentes.

Apple e Microsoft, por exemplo, surgem como opções de empresas que se preocupam com as mudanças climáticas. Bank of America e 3M aparecem no portfólio das companhias que incentivam a igualdade de gênero. A bandeira de cartões Visa, por sua vez, se destaca no processo de inclusão financeira no mundo todo.

Os portfólios customizados da Coin começam em US$ 50. Não entram no radar companhias que violem o pacto global das Nações Unidas, estejam envolvidas, direta ou indiretamente, na produção de tabaco e aquelas que estejam ligadas, de alguma forma, com armas – sejam elas químicas, biológicas, nucleares ou afins.

“Usamos uma metodologia própria para ranquear as empresas com o melhor impacto em cada área”, diz Megan. “Para fazer parte do nosso portfólio, a companhia tem que ter estabelecido objetivos claros e mensuráveis, oferecer produtos que sejam positivos para a área proposta e ter uma operação condizente com seus valores.”

Essa é uma preocupação que tem ocupado a mente das principais lideranças e empresas do mundo. Nesta semana, o Business RoundTable, um grupo que reúne 200 das maiores empresas dos Estados Unidos, como JP Morgan, GM, Apple, IBM, American Airlines, Accenture, AT&T, Bank of America, Boeing e BlackRock, resolveu divulgar uma nova declaração de propósitos para as empresas americanas.

A nova declaração fala de criar valor para os clientes, investir nos funcionários, promover a diversidade e inclusão, lidar com os fornecedores de maneira ética, apoiar as comunidades em que trabalham e de proteger o meio ambiente.

Monetização

Honrando a transparência que exige das empresas nas quais investe, a Coin cobra apenas 0,75% de taxa anual. E só isso. “Em outras palavras, quem investir US$ 300, vai pagar à Coin somente US$ 2,25 por ano”, diz Megan, reforçando que não há nenhuma outra taxa cobrada.

A cada três meses, os usuários recebem gratuitamente uma análise para garantir que seu dinheiro continue aplicado em empresas que defendam seus propósitos. Caso mude de ideia ou de pauta, a retirada do investimento é rápida e, de novo, gratuita.

Essa filosofia de usar o dinheiro para promover e fomentar o bem garantiu que a Coin fosse incubada pelo grupo centenário John Hancock, que tem serviços de seguro, aconselhamento financeiro e outros.

Sem divulgar o número de investimento (que fez e recebeu) ou o número de usuários ativos, a startup garante que está mais interessada em oferecer uma boa e segurança experiência aos clientes, e que nem todo retorno é financeiro.

Por enquanto disponível apenas nos Estados Unidos, a Coin não descarta explorar novos mercados, contanto que o crescimento seja, claro, sustentável também.

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