Startups

Após vender ZAP Viva Real por R$ 2,9 bi, Brian Requarth quer formar empreendedores na AL

Requarth se uniu à brasileira Gina Gotthilf, ex-Duolingo, e ao russo Yuri Danilchenko, ex-CTO da Escale, para criar o Latitud, que quer se transformar em um hub de conexão virtual e de conhecimento de empreendedores na América Latina

 

Brian Requarth investiu em mais de 40 startups

Em 2009, o americano Brian Requarth fundou, na Colômbia, o site de venda de imóveis VivaReal. No mesmo ano, a startup chegou ao Brasil. Oito anos depois, a novata se uniu ao grupo ZAP, do grupo Globo, criando o ZAP VivaReal.

Essa trajetória chegou ao fim na semana passada, quando a venda, anunciada em março deste ano, do ZAP Viva Real para a OLX, por R$ 2,9 bilhões, foi concluída. Agora, Requarth está embarcando em uma nova aventura.

Reconhecido investidor de startups do ecossistema brasileiro de empreendedorismo – são mais de 40 startups, entre elas QuintoAndar, Quero Educação e Liftit –, Requarth está anunciando a criação do Latitud, que se autodefine como um movimento para encontrar e apoiar empreendedores na América Latina.

“Ao longo dos últimos anos, sempre tentei apoiar empreendedores”, disse Requarth ao NeoFeed. “Mas essa comunidade cresceu e, com a agenda lotada de ligações, pensei que deveria fazer algo mais organizado e estruturado.”

Requarth se uniu à brasileira Gina Gotthilf, que liderou a expansão internacional do aplicativo de idiomas Duolingo, e ao russo Yuri Danilchenko, ex-CTO da Escale, uma startup que atua como força de vendas para terceiros, para criar o Latitud.

A ideia do trio é usar a rede de contatos criada ao longo de muitos anos para ajudar na formação de empreendedores de startups em estágio inicial na América Latina. “Vejo uma descentralização crescente do Vale do Silício”, diz Gotthilf, que passou os últimos anos nos Estados Unidos, cuidado da expansão do Duolingo.

Yuri Danilchenko

O Latitud não tem um espaço físico. Seu objetivo é promover acesso ao conhecimento e ao networking, algo que é moeda corrente nos principais ecossistemas de empreendedorismo do mundo. “Uma das características do Vale do Silício que o faz tão bem-sucedido é a disposição para dividir experiência e dar suporte a outros”, afirma Danilchenko.

Nesta quinta-feira, 12 de novembro, o Latitud vai ser oficialmente apresentado através de um evento em que os primeiros 100 empreendedores selecionados vão ser conhecidos.

Eles vão participar do Latitud Opening Event, que contará com a presença de mentores do Vale do Silício e de fundadores de startups de renome no cenário brasileiro, como David Vélez, do Nubank; Sérgio Furio, da Creditas; Gabriel Braga, do QuintoAndar; Geraldo Thomas, da VTEX; e Sebatian Mejia, do Rappi.

Gina Gotthilf

Um dos objetivos do Latitud é conectar os empreendedores selecionados aos principais fundos de venture capital da região. Entre eles, estão Kaszek Ventures, Monashees, Canary, Valor Capital, Redpoint eventures e Maya Capital.

Os aportes em startups somaram US$ 2,5 bilhões de janeiro a outubro, segundo levantamento do Distrito Dataminer, braço de inteligência do Distrito, um ecossistema de empreendedorismo aberto. Esse volume de recursos é 3% superior ao mesmo período do ano passado, que já havia sido recorde.

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