Apple revisa produção de iPhones temendo efeitos da guerra na Ucrânia

Gigante americana teria informado fornecedores de componentes que pretende reduzir em até 20% a produção do iPhone SE, lançado em março e sua principal aposta para este ano

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A guerra na Ucrânia fará com que a Apple adote uma postura mais cautelosa em suas operações. Com receio de que a invasão russa ao país vizinho gere efeitos econômicos adversos no mundo, como o aumento da inflação, a companhia da maçã decidiu revisar seus planos de produção de olho numa redução da demanda.

De acordo com o jornal japonês Nikkei, a Apple teria dito a fornecedores de componentes que pretende reduzir os pedidos de produção para o modelo iPhone SE em cerca de 20%. Isso significa que a companhia deve deixar de produzir entre 2 milhões e 3 milhões de aparelhos no próximo trimestre.

A Apple também teria informado aos fornecedores que pretende reduzir a fabricação dos AirPods, os fones de ouvido sem fio da empresa, em mais de 10 milhões de unidades.

A gigante americana está preocupada com as consequências econômicas decorrentes da invasão à Ucrânia. As sanções impostas contra a Rússia trouxeram maior volatilidade no preço de algumas commodities e devem contribuir para uma aceleração dos índices de inflação, gerando uma retração na indústria de tecnologia.

“A guerra afetou os gastos nos mercados europeus… É compreensível que (os consumidores) economizem dinheiro para comida e aquecimento”, afirmou um executivo de um fornecedor da Apple ao Nikkei.

Lançado em março deste ano, o iPhone SE é uma das grandes apostas da Apple para esse ano. A companhia descreveu o celular como um “iPhone mais acessível”. Nos Estados Unidos, o aparelho sai a partir de US$ 429. O iPhone 13 em sua versão tradicional, por sua vez, custa a partir de US$ 799.

A invasão russa também causou outros efeitos para os negócios da empresa. A companhia interrompeu as vendas de seus produtos na Rússia e removeu os aplicativos de notícias estatais RT e Sputnik News da App Store. A companhia também limitou o uso do Apple Pay e desativou funções do Apple Maps na Ucrânia.

A Apple fechou seu primeiro trimestre fiscal de 2022, encerrado em dezembro de 2021, com receita de US$ 123,9 bilhões, alta de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. A venda de iPhones foi responsável por US$ 71,6 bilhões deste montante.

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