Negócios

BlackRock está perto dos US$ 10 trilhões

Sob o comando do CEO Larry Fink, a gestora americana alcançou o recorde de US$ 9,5 trilhões sob gestão , impulsionada por fatores como o desempenho seus fundos ETF iShares, que superararam a casa de US$ 3 trilhões na operação

 

Larry Fink, CEO da BlackRock

Além do discurso e da forte pegada em ESG, personificados na figura de seu CEO, Larry Fink, a BlackRock é conhecida por ser a maior gestora do mundo. E agora, a companhia americana acaba de elevar esse segundo aspecto a um novo patamar.

Nesta quarta-feira, 14 de julho, ao apresentar o seu balanço referente ao segundo trimestre de 2021, a BlackRock alcançou o recorde de US$ 9,5 trilhões de ativos sob gestão, um crescimento de 30% sobre o volume reportado em igual período, um ano antes.

“A plataforma abrangente de investimento e tecnologia da BlackRock segue evoluindo à frente das necessidades dos nossos clientes”, afirmou Fink, em comunicado, no qual ressaltou o desempenho dos fundos ETF iShares, que superaram a casa de US$ 3 trilhões sob gestão, em maio, e fecharam o trimestre com uma entrada líquida de US$ 75 bilhões.

O executivo também falou sobre os investimentos da companhia em produtos, dados, análises e tecnologia para municiar e ajudar os investidores a aproveitarem as oportunidades e gerenciarem os riscos relacionados aos fatores sustentáveis.

“Isso está ecoando nos nossos clientes e nós geramos US$ 35 bilhões de entradas líquidas sustentáveis no trimestre”, observou. “Estamos reunindo a amplitude da nossa plataforma, a experiência em construção de portfólio e a nossa tecnologia Aladdin para atender carteiras inteiras de clientes de uma forma que nenhum outro gestor de ativos pode.”

Outros números reforçam o desempenho da BlackRock entre abril e junho. No período, a gestora apurou uma receita de US$ 4,8 bilhões, alta de 32% na comparação anual. O lucro líquido cresceu 14%, para US$ 1,38 bilhão, enquanto a margem operacional foi de 40,1%, contra 38,5%, um ano antes.

Além dos fatores destacados por Fink, analistas ouvidos pelo jornal britânico Financial Times ressaltaram a China como um dos mercados que apresentam boas perspectivas de crescimento de longo prazo para a BlackRock.

Em maio deste ano, a gestora foi o primeiro nome estrangeiro a receber o sinal verde das autoridades chinesas para operar no setor, por meio da aprovação de uma joint venture em gestão de patrimônio com o China Construction Bank e o fundo Temasek, de Cingapura.

No ano, as ações da BlackRock acumulam alta próxima de 26%, levando-se em conta o preço do fechamento do pregão da terça-feira. Um dia antes, os papéis da companhia, avaliada em US$ 133,6 bilhões, alcançaram a cotação recorde de US$ 920,18. Nesta quarta-feira, as ações operavam com queda de 3,5%, no fim da manhã.

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