Brex já vale US$ 12,3 bilhões, vira um decacórnio e ultrapassa a Stone

A fintech fundada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi está levantando US$ 300 milhões. Na rodada, ela é avaliada em US$ 12,3 bilhões, um pouco acima do valor da Stone

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A Brex oferece cartão de crédito para startups

Os empreendedores Henrique Dubugras e Pedro Franceschi venderam a Pagar.me, startup de pagamentos criada pela dupla de empreendedores, para a Stone em 2016.

Agora, a Brex, startup que Dubugras e Franceschi fundaram nos Estados Unidos, em 2017, está levantando US$ 300 milhões em rodada liderada pela Greenoaks com uma avaliação de US$ 12,3 bilhões, segundo o site TechCrunch.

Com esse valor, a Brex passa a valer mais do que a Stone, que perdeu mais de 30% do valor de mercado desde 20 de setembro, por conta de uma correção global no valor das fintechs e tem um valor de mercado de US$ 12 bilhões.

O fundador da Stone, André Street, no entanto, é um dos investidores da Brex, assim como o empresário Jorge Paulo Lemann, da 3G Capital, dono de empresas como AB Inbev, Restaurants Brands (Burger King e Tim Hortons), Kraft Heinz, entre muitas outras.

Na captação anterior, a Brex havia sido avaliada em US$ 7,4 bilhões, quando levantou US$ 425 milhões em uma rodada série D liderada Tiger Global Management no ano passado. Desde sua fundação, a fintech levantou US$ 1,5 bilhão em dívida e equity, incluindo a nova rodada.

Com este valuation, a Brex se torna um decacórnio, startups que valem mais de US$ 10 bilhões, em pouco mais de quatro anos. Globalmente, apenas 41 empresas atingiram esse patamar, segundo ranking da consultoria americana CB Insights. A mais valiosa delas é a Bytedance, dona do TikTok.

A Brex, dona de um cartão de crédito para startups, está caminhando para dobrar suas receitas em 2021, segundo apurou o TechCrunch, acrescentando que os dados da fintech não são públicos. Em entrevista no ano passado, Dubugras disse que a companhia estava conquistando “milhares de novos usuários a cada mês”.

A fintech estava também fincando um pé em outros negócios. Neste ano, ela criou um fundo de venture debt de US$ 150 milhões para emprestar dinheiro para startups. O venture debt é uma dívida feita pela startup. Sua vantagem é que não há diluição dos empreendedores e até mesmo dos investidores quando a companhia recorre a esse capital.

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