Diversificação e recordes marcam o “melhor ano da história” da XP

Entre outras marcas, a empresa reportou um salto de 76% no lucro líquido ajustado, para R$ 4 bilhões. Os novos negócios, como crédito e seguros, saíram de uma fatia de 1,8% da receita bruta para 6,5%

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Em agosto de 2021, quando a XP divulgou seus números relativos ao período de abril a junho daquele ano, um indicador despontou entre tantos dados: no período, a empresa superou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão em lucro líquido em um trimestre.

Nesta terça-feira, 8 de fevereiro, a companhia despertou novamente a atenção ao anunciar os resultados do quarto trimestre e do exercício consolidado de 2021. O balanço trouxe novos recordes e traduziu, na prática, o melhor ano da história da empresa fundada por Guilherme Benchimol.

Um dos números que escreveram essa página na trajetória da companhia foi justamente o lucro líquido ajustado da operação, que registrou um salto de 76%, para R$ 4 bilhões. “Nós multiplicamos por quatro o lucro líquido desde o nosso IPO, em 2019”, destacou Bruno Constantino, sócio e CFO da XP, em entrevista a jornalistas sobre o resultado.

A receita bruta, por sua vez, cresceu 47¨%, para R$ 12,8 bilhões, enquanto o Ebtida ajustado foi de R$ 4,8 bilhões, alta de 66%. A XP fechou ano com um total de R$ 815 bilhões de ativos sob custódia, o que representou um avanço de 23% sobre 2020. O mesmo índice de crescimento da base de clientes, que chegou a 3,4 milhões de pessoas.

Recordes à parte, a XP começa a colher os frutos de sua estratégia de diversificação, que foi uma de suas palavras de ordem em 2021. No ano, a empresa abraçou quatro novos negócios: crédito, cartão de crédito, previdência e seguros.

Juntas, essas divisões representavam apenas 1,8% no fim de 2020 e terminaram o ano passado sendo responsáveis por 6,5% da receita bruta. Nessas novas avenidas, um dos destaques veio na oferta de crédito.

Lançada em 2020, a carteira de crédito da XP teve um crescimento de 162% em 2021 e fechou o ano com R$ 10,2 bilhões. Já os cartões de crédito geraram R$ 10,3 bilhões em TPV (Total Purchased Value) no primeiro ano de operação.

Para dar conta da demanda, a XP contratou mais de 2,5 mil funcionários ao longo do último ano. Por sua vez, as contratações, assim como os custos dos lançamentos de serviços, aumentaram as despesas da empresa em 54% durante o último ano fiscal.

Além da necessidade de encontrar um equilíbrio entre o fato de ser uma empresa de alto crescimento e dos custos atrelados a essa rápida expansão, Constantino destacou outro desafio no horizonte da XP. “Ainda considero que a XP está bastante distante dos grandes bancos”, disse o executivo.

Alguns números reforçam essa visão e mostram que, apesar dos recordes, a XP ainda tem um bom caminho a percorrer nessa disputa. Em 2021, o Bradesco, por exemplo, reportou um lucro líquido de R$ 26,2 bilhões, alta de 34,7%.

Outro grande player do setor que já divulgou seu resultado anual, o Santander apurou um crescimento de 7% em sua última linha do balanço em 2021, para R$ 16,3 bilhões.

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