Gigante chinesa Shein é acusada de plagiar roupas da Zara

Gigante do e-commerce de moda, a chinesa Shein se envolveu em uma nova polêmica de plágio. Agora, com a Zara

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Cópia? Vestido da Zara (à esquerda) e o da Shein

Em uma nova polêmica envolvendo a gigante chinesa de fast-fashion Shein, a companhia está sendo acusada de copiar designs de uma das maiores grifes do mercado de moda. Nas redes sociais, usuários estão postando dezenas de imagens de produtos da Shein lado a lado com peças da Zara.

As comparações fizeram com que internautas levantassem hashtags como “#zaravsshein” e “zaradupe” no TikTok. Ambas já contam com mais de 38 milhões de visualizações nas postagens cada. No Instagram, o perfil @dupesnation, com cerca de 32 mil seguidores, também faz comparações de peças da Shein com outras marcas.

Essa não é a primeira vez que a Shein é acusada de plagiar peças de outras empresas. Anteriormente, a companhia foi acusada, também através de comparações feitas por usuários na internet, de vender roupas com designs semelhantes de grifes como Levi Strauss, Dr Martens e Ralph Lauren.

Ainda que os modelos sejam parecidos visualmente, há uma diferença entre o tecido, o corte e, principalmente, o preço praticado entre a Shein e as marcas famosas de moda. Enquanto uma camisa da Zara pode custar algo em torno de US$ 32 dólares, um modelo semelhante da Shein é vendido por menos de US$ 5.

Curiosamente vale lembrar que a Zara também já foi esteve do outro lado e foi acusada de copiar o design de outras marcas e estilistas. Em 2018, um grupo de artesãs mexicanas acusou a grife espanhola de copiar o design dos bordados em camisas femininas.

Um ano depois, em 2019, a empresa foi acusada de copiar o slogan “Actually I’m in Havana” da estilista cubana Idania del Rio e criou uma coleção sob nome parecido: “Mentally I’m in Havana”. Alguns designers independentes, como a ilustradora Tuesday Bassen, também já acusaram a empresa de utilizar seus desenhos nas coleções.

Por ora, a Zara ainda não se manifestou sobre o assunto. Um porta-voz da Shein informou que os fornecedores da empresa “são obrigados a cumprir o código de conduta da companhia e certificar que seus produtos não infringem a propriedade intelectual de terceiros”, segundo o jornal britânico The Guardian.

Fundada em 2012, a Shein foi recentemente avaliada em US$ 100 bilhões, após levantar entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões numa rodada que contou com a participação de fundos como General Atlantic, Tiger Global e Sequoia. O negócio está presente em pouco mais de 150 países.

Imagem que circula nas redes sociais

Entre os mercados está o Brasil, onde a companhia de fast-fashion já fatura mais de R$ 2 bilhões. Em dezembro do ano passado, Chris Xu, fundador da empresa, esteve no país reunido com alguns dos principais fornecedores de roupas do varejo de moda brasileiro numa operação que pode colocar pressão em concorrentes como C&A, Riachuelo e Renner

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