Grendene e 3G Radar planejam joint venture para acelerar o passo no exterior

Dona de marcas de calçados como Melissa e Rider, a empresa celebrou um memorando de entendimento com a gestora ligada ao 3G Capital para criar uma joint venture voltada à distribuição e comercialização internacional, com um aporte projetado de US$ 100 milhões nos primeiros dois anos

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A Grendene e avaliada em R$ 9,5 bilhões

Dona de marcas de calçados como Melissa, Rider e Ipanema, a brasileira Grendene reportou um volume de exportações no primeiro trimestre de mais de um quarto do seu faturamento. E agora, está apertando o passo para reforçar os indicadores de vendas além do mercado brasileiro.

A empresa anunciou na manhã desta segunda-feira, 5 de julho, que celebrou um memorando de entendimento não vinculante com a gestora 3G Radar para a constituição de uma joint venture focada na distribuição e comercialização de seus produtos em determinados mercados internacionais, não especificados no anúncio.

A 3G Radar tem entre seus sócios minoritários o fundo 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Ao mesmo tempo, seus fundadores também são sócios da 3G Capital, entre eles Mario Campos e Pedro Batista. Alex Behring, sócio da 3G Capital, por exemplo, faz parte do board da 3G Radar.

Segundo fato relevante divulgado pela Grendene, a companhia e a 3G Radar projetam celebrar um acordo para a formação da nova operação em até 90 dias, contados da assinatura do memorando.

Pelos termos dispostos, a 3G Radar terá o controle da joint venture, com 50,1% do capital social da empresa, enquanto a Grendene ficará com os 49,9% restantes. As duas companhias planejam investir US$ 100 milhões nos primeiros dois anos após a constituição da operação.

Avaliada em R$ 9,5 bilhões, a Grendene reportou uma receita bruta de R$ 644,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 43% na comparação com igual período um ano antes. Nesse intervalo, as exportações registraram um faturamento de R$ 172,6 milhões, um salto de 61,3%.

Parte desse desempenho no exterior foi atribuída pela companhia à ausência de faturamento na segunda quinzena de março de 2020, em função da primeira onda da pandemia, além de fatores como a o desenvolvimento de novos parceiros de distribuição fora do Brasil e o aumento de países atendidos pelo grupo.

Entre janeiro e março, a receita líquida da Grendene cresceu 40,6%, para R$ 523,3 milhões. Já o lucro líquido avançou 334,3%, para R$ 129,2 milhões. No ano, as ações da Grendene acumulam uma valorização de 26,4%.

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