Lojas Renner faz 1º aporte de seu fundo de CVC em startup de logística

Criada em março, a iniciativa de corporate venture capital (CVC) da rede varejista de moda tem R$ 155 milhões para investir em startups. Primeiro aporte foi feito na Logstore, logtech que ajuda na distribuição de produtos por lojas físicas

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A Lojas Renner é avaliada em R$ 24,9 bilhões na B3

Pouco mais de quatro meses após anunciar a criação de seu fundo de corporate venture capital com o objetivo de investir R$ 155 milhões em startups, a Lojas Renner está fazendo, nesta quinta-feira, 28 de julho, a rede varejista de moda anunciou seu primeiro investimento.

O aporte foi feito na operação da Logstore, startup paulista que desenvolveu softwares que aceleram o processo logístico em lojas físicas que operam como centros de distribuição para operações de e-commerce. Fundada em 2017, a startup tem clientes como Vivara, Leroy Merlin e Grupo DPSP (Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco).

A injeção de capital de valor não revelado foi feita pela RX Ventures, o braço de CVC da Lojas Renner, como uma extensão de uma rodada seed liderada pela Domo Invest, que entrou no negócio da logtech ainda no fim de 2020. Um terceiro investidor também está participando da rodada, mas o nome está sendo mantido em sigilo.

“Trata-se de uma empresa que endereça um problema relevante no varejo, que é o ponto de distribuição no mundo físico”, afirma Marie Timoner, executiva responsável pela área de novos negócios da RX Ventures em entrevista ao NeoFeed. “Ela traz uma eficiência de quase 80% na separação de pedidos.”

De acordo com dados divulgados pela gestora de CVC com base em estudos de benchmark, a Logstore é capaz de reduzir de uma média de 16 horas para pouco mais de três horas o tempo necessário para que um pedido feito pelo e-commerce seja preparado para distribuição em uma loja.

Este foi o primeiro de pelo menos 10 investimentos que a RX Ventures pretende realizar com seu fundo de R$ 155 milhões. No radar, além de negócios voltados para logística e supply chain, estão startups early stage nos seguintes segmentos: moda e varejo; conteúdo e marketing; e-commerce e marketplace; além de fintechs.

Na tese da RX Ventures, formulada em conjunto com a Ahead Ventures, gestora de venture capital que é parceira da Lojas Renner na operação de corporate venture capital, o plano é permanecer nas startups investidas por quatro anos, tendo ainda outros quatro anos para realizar o desinvestimento no negócio.

Sem pressa, a RX Ventures não confirma que fará novos investimentos neste ano, até para aproveitar um momento em que o mercado está mais inclinado para os investidores do que para os empreendedores.

Marie Timoner, head de novos negócios da RX Ventures, e Guilherme Reichmann, diretor de estratégia e novos negócios da Lojas Renner

“Há menor acesso dos empreendedores ao capital, mas eu ainda acredito que as melhores startups, aquelas que tem métricas positivas, continuam com acesso ao dinheiro”, diz Guilherme Reichmann, diretor de estratégia e novos negócios da Lojas Renner.

A Lojas Renner não é a única varejista que nos últimos tempos se interessou por corporate venture capital. Pode-se dizer que esta intenção está, quase que literalmente, na moda. Empresas como Grupo Soma e Arrezzo&Co também já possuem iniciativas para se aproximar de novas empresas de tecnologia.

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