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O Catalyst, da Endeavor, se prepara para investir US$ 100 milhões em startups

Depois de ter aportado US$ 113 milhões em 100 empresas, o veículo de investimento está captando para um terceiro fundo. Seu gestor falou com o NeoFeed e detalhou sua estratégia. Saiba os critérios para receber esses recursos

 

Califórnia – A Endeavor surgiu como uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de ajudar empreendedores ao redor do mundo. Ela reúne nomes de peso do universo de empreendedorismo global, como os empresários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira, Michael Dell e Reid Hoffman, entre muitos outros, que doam seu tempo para dar mentoria a startups com potencial de crescimento.

Mas a organização não se limita a ajudar novos empreendedores com o tempo desses empresários de sucesso. Desde 2013, a Endeavor resolveu ir além e apoiá-los também com recursos. Naquele ano, foi criado um fundo de investimento para investir em startups com potencial de alto impacto. O Catalyst I captou US$ 30 milhões em 2013. O fundo II alcançou US$ 83 milhões. Agora, o terceiro fundo quer captar US$ 100 milhões.

“Desde o começo do Catalyst tínhamos muito claro que apostaríamos apenas em empreendedores com projetos que gerem empregos, crescimento econômico ou solucionem algum tipo de problema social”, disse Allen Taylor, diretor executivo do Endeavor Catalyst, que falou com exclusividade ao NeoFeed. “Faz parte da natureza da Endeavor amparar pessoas e ideias que tenham impacto e sejam escaláveis e o fundo tem que seguir a mesma linha.”

O Catalyst tem algumas regras próprias que o diferem dos principais fundos de venture capital do mercado. Para ser apoiado pela organização, e estar apto para receber o aporte financeiro, é preciso ser uma empresa Endeavor. Para se ter uma ideia da dificuldade, foram analisadas 5 mil empresas no Brasil em 2018. Mas apenas 12 delas conseguiram receber essa distinção.

“Primeiro acolhemos os empreendedores e empresas em nossa rede e só depois concluímos o investimento de fato, com dinheiro”, afirma Taylor. “Buscamos líderes realmente talentosos, que estejam a frente de empreendimentos que já tenham alguma comprovação, como lucro ou sólidos dados de mercado, e precisam de capital para crescer.”

Allen Taylor, diretor executivo do Endeavor Catalyst

Outra característica é que o fundo Catalyst participa de rodadas mais avançadas, as chamadas séries B, de ao menos US$ 5 milhões. Eles também limitam sua participação a 10% da rodada, com teto de US$ 2 milhões.

Por esse motivo, o fundo da Endeavor nunca faz aporte sozinho. Ele sempre está em conjunto com outros fundos, como o Sequoia, General Atlantic, Tiger Global Management, Accel, Benchmark e muitos outros de grande porte dos EUA.

Com essa estratégia, o Catalyst acumula mais de 100 investimentos em 24 países – a marca centenária foi atingida em março deste ano. No Brasil, as startups que mais destacam são Dr. Consulta, Creditas, Méliuz e Contabilizei. “Quando nossos investimentos não chegam a lançar IPO ou não participam de um processo de aquisição, trabalhamos com os outros fundos para saber como encerrar nosso aporte”, afirma Taylor.

O Catalyst olha com atenção mercados como México, Argentina e Brasil. Esse olhar atento não é por acaso. Taylor chama a região latino-americana de underserved markets (ou “mercados desassistidos”, em tradução livre). Ele observa que há prós e contras trabalhar no mercado latino-americano e de outros países em desenvolvimento.

O executivo do Catalyst acredita que a região é mais difícil porque não há uma estrutura de apoio estabelecida, com mentoria, mão de obra, serviços e até capital inicial. “Ao mesmo tempo, é grandioso estar ao lado dos melhores empreendedores em regiões que acolhem e carecem de boas ideias e projetos”, afirma Taylor. “Sobretudo porque esses mercados emergentes estarão muito maiores daqui uns 10, 15 anos.”

A grande vantagem do Catalyst para encontrar os melhores empreendedores é sua rede de contatos. É um time com mais de 500 pessoas espalhadas por todos os cantos do mundo.

“Termos olhos e mentes posicionadas estratégica e geograficamente em certos lugares nos permite ir além das manchetes”, afirma Taylor. “Todo mundo fala das questões políticas e econômicas dos países, mas poucos têm ferramentas para entender a situação por trás do título das reportagens, como a Endeavor tem. Isso significa, por exemplo, que não vamos parar de investir no Brasil, independentemente do que aconteça no cenário político.”

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