Safra pós-IPO: AgroGalaxy prepara estreia no e-commerce

Em entrevista ao Conexão CEO, Welles Pascoal, CEO da plataforma de varejo de insumos e de serviços agrícolas fala dessa estratégia e de temas como serviços digitais, aquisições, ESG e expansão orgânica

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Em 2017, depois de cumprir uma trajetória de quase 40 anos no agronegócio, Welles Pascoal, então presidente da Dow AgroSciences no Brasil, decidiu que era hora de se aposentar para se dedicar a seus projetos pessoais. Entre eles, uma vinícola, no sul de Minas Gerais.

Três anos depois, porém, ele decidiu retornar ao batente. O motivo? Um convite de Sebastián Popik, fundador do Aqua Capital, fundo de private equity por trás da AgroGalaxy, empresa de varejo de insumos e serviços agrícolas construída a partir de uma série de aquisições e lançada em 2020.

“Entendi que era uma oportunidade de deixar um legado em distribuição, assim como tinha feito na indústria”, diz Pascoal, CEO da AgroGalaxy, ao Conexão CEO (vídeo completo acima). “Até pouco tempo, esse setor se movia da mesma forma que há 40 anos. A grande transformação está acontecendo agora.”

A AgroGalaxy abriu capital em julho deste ano na B3, quando levantou R$ 349,9 milhões em uma oferta primária. Boa parte desses recursos será usada na consolidação do segmento. Mas há espaço para outras estratégias nesse contexto.

Antecipada ao NeoFeed, uma das próximas novidades dessa safra é um canal de e-commerce, previsto para entrar no ar entre outubro e novembro. A plataforma integra uma estratégia mais ampla de digitalização, que passa também pelo aplicativo da companhia, centrada em pequenos e médios produtores.

“Estamos adicionando uma série de outros serviços”, diz Pascoal. O radar inclui desde a contratação digital de serviços financeiros, como seguros de safra, até a oferta de conteúdos e solicitação de visitas técnicas de agrônomos, serviços de meteorologia e de agricultura de precisão, entre outras opções.

Além do portfólio digital, Pascoal fala ainda de temas como aquisições recentes, estratégia de consolidação, a busca de recursos para financiar esses acordos, expansão orgânica, ESG, relação com startups e o desafio de explicar aos investidores o modelo da empresa e a dinâmica do setor.

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