Negócios

TIM diz “oi” para a consolidação do mercado de telecomunicações

Em teleconferência com analistas, o presidente da TIM, Pietro Labriola, afirmou que a empresa de telefonia está pronta para a consolidação do mercado, em uma referência à venda da operação móvel da Oi

 

Pietro Labriola, presidente da TIM

A TIM está pronta para a consolidação do mercado de telecomunicações. E as regras para o leilão 5G da telefonia móvel deveriam esperar as próximas movimentações de mercado de telefonia.

Esse foi o recado do presidente da TIM, Pietro Labriola, durante teleconferência com analistas para comentar os resultados do quarto trimestre de 2009 nesta quarta-feira, 12 de fevereiro.

“Estamos prontos para a consolidação do mercado”, disse Labriola. “Um dos players, que é chave para acelerar esse processo de consolidação, parece estar acelerando o processo. E isso é uma coisa que pode começar em 2020.”

Embora não tenha citado nomes, Labriola estava se referindo a Oi, que deve colocar à venda a sua operação de telefonia móvel. TIM, Vivo e Claro são os possíveis interessados na compra desse ativo.

O executivo também afirmou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão regulador do setor, deveria esperar a consolidação do mercado antes de definir as regras do leilão da tecnologia 5G.

“Sem a consolidação do mercado, é mais difícil definir as regras”, disse Labriola, ressaltando que não se sabe quantas empresas vão competir pelas faixas de frequência que devem ser colocadas à venda.

A Anatel aprovou, na semana passada, a proposta de edital para o leilão da quinta geração de telefonia móvel. Agora, o edital fica sob consulta pública por 45 dias.

Consolidação

Em dezembro de 2019, a Oi contratou assessores financeiros para saber quanto vale a sua operadora móvel, segundo Rodrigo Abreu, atual presidente da operadora.

Um relatório do banco de investimento BTG Pactual estimou em R$ 15 bilhões o valor da operação móvel da Oi, que contava com 37,5 milhões de assinantes no terceiro trimestre de 2019.

Abreu disse, em entrevista ao NeoFeed em outubro do ano passado, que a venda da Oi não faz parte dos planos da operadora para tocar seu plano estratégico. Mas fez uma ressalva.

“Se você perguntar: ao longo do plano vão existir possibilidades e oportunidades de discutir consolidação e de venda de ativos? Provavelmente, possivelmente. O mercado demonstra – não somos nós que estamos falando – interesse em discutir a possibilidade de consolidação”, afirmou o executivo.

A TIM, segundo um relatório do BTG Pactual, seria a que mais ganharia com a compra da operação móvel da Oi. O banco estima sinergias de até R$ 13 bilhões, assumindo que a operadora controlada pela Telecom Italia fique com 70% do ativo. Os outros 30% ficariam com a Vivo.

Essas sinergias, na análise do BTG Pactual, representariam um valor adicional de R$ 5,5 por ação. O potencial é de valorização de até 25% sobre o preço-alvo de R$ 22.

Hoje, as ações da TIM sobem quase 3,5% às 12 horas, cotadas a R$ 17,39. A alta deve-se ao resultado do quarto trimestre, considerado positivo pelo mercado.

A empresa telefonia obteve lucro líquido de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 28,7% sobre igual período de 2018. A receita líquida, por sua vez, teve uma expansão menor no período, de 2,9% para R$ 4,58 bilhões.

“Os aspectos positivos são a contínua recuperação da receita nos serviços móveis e o crescimento da banda larga”, informou um relatório do Itaú BBA, que tem as ações da TIM, com preço-alvo de R$ 22,30.

A agência de classificação de riscos Fitch classificou os títulos de longo prazo emitidos pela TIM, como nota AAA. Para a Fitch, a TIM vai registrar EBITDA (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) de R$ 8 bilhões em 2020 e de R$ 8,2 bilhões em 2021.

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